Irã e EUA apresentam alegações contraditórias sobre controle do Estreito de Ormuz

Publicado em 13/08/2026 15:26

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DUBAI, 13 Ago (Reuters) - O Estreito de Ormuz está “sob o controle e a gestão do Irã”, afirmou nesta quinta-feira o chefe da unidade paramilitar iraniana Basij, Hossein Taeb, um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA tinham “controle total” sobre a via navegável estratégica.

Taeb disse que os Estados Unidos tentaram minar o que ele descreveu como a popularidade da República Islâmica na região, iniciando mais uma guerra no Estreito de Ormuz, mas foram mais uma vez derrotados, apesar de alegarem que o Irã não possui nem força aérea nem marinha.

“Hoje vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, declarou Taeb, segundo a agência de notícias semioficial Fars, acrescentando que o Irã continua seguindo seu curso com total segurança.

Após o início da guerra, deflagrada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã praticamente fechou o estreito, por onde anteriormente transitava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Posteriormente, os EUA impuseram um bloqueio naval à navegação e aos portos iranianos, ao mesmo tempo em que afirmavam que protegeriam a liberdade de navegação para embarcações que se dirigissem a portos não iranianos ou deles partissem.

CONSELHEIRO IRANIANO FALA DE “NOVA ORDEM REGIONAL”

O comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, afirmou ainda nesta quinta-feira que nenhuma embarcação poderia transitar pelo Estreito de Ormuz sem a permissão de Teerã.

“As alegações infundadas feitas pelos Estados Unidos a respeito da passagem normal de embarcações pelo Estreito de Ormuz... nada mais são do que mentiras e falsidades”, afirmou o comando em comunicado publicado pela mídia estatal.

Em junho, os dois países chegaram a um acordo provisório que estabelecia um cessar-fogo permanente e exigia o rápido restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo.

O acordo fracassou poucas semanas depois, quando o Irã retomou ataques limitados a embarcações que, segundo o país, navegavam em desacordo com os termos do pacto; isso levou os EUA a reiniciarem ataques contra províncias do sul do Irã — ações que Washington descreveu como destinadas a reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo.

Em uma postagem no X nesta quinta-feira, Mohammad Mokhber, conselheiro do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a estratégia de Mojtaba seria uma “guerra ofensiva”, caso as condições de Teerã não fossem atendidas.

“O caminho mais duradouro para uma nova ordem regional reside na implementação do mecanismo de segurança econômica de Ormuz, independentemente das garantias militares de Washington”, escreveu Mokhber, em uma aparente referência a um acordo esperado entre o Irã e Omã para organizar o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

Também nesta quinta-feira, a autoridade militar e política de alto escalão Rasoul Sanaei-Rad declarou que o Irã não reabriria o estreito a menos que a outra parte cumprisse seus compromissos previstos no acordo provisório, acrescentando que a reabertura da via navegável não é algo que os EUA possam realizar unilateralmente, segundo a agência de notícias Fars.

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(Reportagem de Elwely Elwelly e Redação de Dubai)

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Fonte:
Reuters

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