Trump mantém apoio à sua escolha “brilhante” para o Fed, apesar da ausência de cortes nas taxas de juros
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Por Steve Holland
WASHINGTON, 29 Jul (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, se recusou, nesta quarta-feira, a se voltar contra seu “brilhante” chefe do banco central dos EUA, escolhido a dedo por ele, apesar de o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, não ter concretizado os cortes nas taxas de juros que Trump deseja desesperadamente e de as perspectivas de que isso aconteça em breve serem mínimas.
“Ele é um cara brilhante”, disse Trump aos repórteres no Salão Oval. “Sei que ele adoraria ver taxas de juros mais baixas, mas ele tem uma diretoria, e é uma diretoria política, e eles querem manter as taxas altas. Mas vamos lutar contra as taxas.”
Warsh, ao contrário, deu a entender, em uma coletiva de imprensa após a decisão do Fed de deixar as taxas inalteradas, que ele pode, na verdade, estar mais inclinado a aumentos nas taxas como resposta adequada ao aumento da inflação que ocorre atualmente, juntamente com um mercado de trabalho e uma economia resilientes.
“Qualquer banqueiro central, especialmente um cujos mercados de trabalho estejam mais ou menos em equilíbrio... qualquer banqueiro central, quando vê a inflação subjacente subindo, fica mais inclinado a apertar a política monetária. Da mesma forma, quando você cumpre a outra parte do seu mandato e vê a inflação subjacente caindo, fica mais inclinado a flexibilizar a política”, disse Warsh. “Essa é a minha função de reação.”
As declarações de Trump vieram logo após a segunda decisão de política monetária do Fed desde que Warsh assumiu, em maio, o lugar de Jerome Powell, a quem Trump atacou incansavelmente por não reduzir as taxas de forma agressiva, como ele exigia repetidamente. Em ambos os casos, o Fed manteve as taxas na faixa de 3,50% a 3,75%, mas na reunião desta semana três dos novos pares de Warsh discordaram, defendendo um aumento das taxas.
E, de fato, essa pode muito bem ser a próxima medida tomada pelo Fed de Warsh: os mercados futuros de taxas de juros estimam atualmente uma probabilidade superior a 60% de um aumento de um quarto de ponto percentual quando os membros do comitê se reunirem novamente em setembro.
(Reportagem de Steve Holland e Dan Burns)
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