Dólar tem variações modestas com pesquisa eleitoral e tarifas comerciais no radar

Dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira com baixa de 1,12%, aos R$5,0739, no menor nível em um mês, após dados de inflação nos EUA reduzirem as apostas de que o Federal Reserve subirá juros no curto prazo.
Publicado em 15/07/2026 09:54 e atualizado em 15/07/2026 12:09

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Após queda firme na véspera, o dólar iniciou a quarta-feira com variações modestas ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibe ganhos ante parte das demais divisas, com investidores no Brasil digerindo nova pesquisa eleitoral e esperando novas tarifas comerciais dos EUA.

Às 9h42, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,01%, aos R$5,0736 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,06%, aos R$5,0920.

O dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira com baixa de 1,12%, aos R$5,0739, no menor nível em um mês, após dados de inflação nos EUA reduzirem as apostas de que o Federal Reserve subirá juros no curto prazo.

Nesta manhã de quarta-feira, a moeda norte-americana exibe ganhos ante divisas de países emergentes como o sol peruano e o peso chileno, mas as variações são contidas. No centro das atenções está novamente o Oriente Médio, após os EUA anunciarem uma nova onda de ataques contra o Irã.

O petróleo Brent subia novamente nesta manhã, para a faixa dos US$85 o barril.

No Brasil, investidores repercutem a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A margem de erro é de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 44% e Flávio somava 38%.

No campo comercial, o Brasil se prepara para a imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas, disseram à Reuters quatro fontes que acompanham as discussões.

O Brasil deve ser o primeiro alvo em uma nova rodada de tarifas a serem adotadas pelo governo norte-americano. O anúncio é esperado para esta quarta-feira.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

(Edição de Isabel Versiani)

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Por:
Reuters
Fonte:
Reuters

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