Rússia proíbe exportações de diesel para garantir oferta interna após ataques ucranianos

Publicado em 08/07/2026 13:01 e atualizado em 08/07/2026 13:35

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MOSCOU, 8 Jul (Reuters) - A Rússia instituiu nesta quarta-feira uma proibição às exportações de diesel como parte de um conjunto de medidas para apoiar o mercado local de combustíveis, após ataques sistemáticos de drones ucranianos a refinarias de petróleo provocarem escassez e disparadas nos preços em algumas regiões.

Motoristas em muitas regiões enfrentam filas de horas para abastecer, conforme a intensificação dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa pressiona a oferta de diesel e gasolina.

O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou, em uma reunião do governo transmitida pela televisão, que a situação dos combustíveis permanecia complexa e que "está claro que a situação atual nos postos de abastecimento está causando preocupação na população".

“Hoje, foi introduzida uma proibição às exportações de diesel, e isso permitirá aumentar o abastecimento ao mercado interno”, disse ele, acrescentando que a Rússia começaria a importar combustível em julho.

O governo informou que a proibição, que abrange os produtores do combustível, vigorará até 31 de julho.

As margens de referência do diesel na Europa subiram para um recorde de US$60,17 por barril após a Rússia proibir as exportações.

Em junho, a Turquia e o Brasil permaneceram como os principais compradores do diesel russo, absorvendo juntos pelo menos metade das cargas disponíveis, segundo dados de transporte marítimo.

As exportações russas de diesel e gasóleo por via marítima já haviam despencado em junho, registrando uma queda de 39% em relação ao mês anterior, para cerca de 1,8 milhão de toneladas, e uma redução de 46% frente aos 3,35 milhões de toneladas do mesmo mês do ano passado.

Além dos principais compradores, Marrocos, Egito e Senegal também surgiram como importantes importadores de cargas de diesel russo em junho, mostraram dados de transporte marítimo.

(Reportagem da Reuters, texto de Alessandra Prentice)

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Fonte:
Reuters

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