Chocolat Bahia volta a Ilhéus com marca histórica de 17 edições e formato atualizado

De 23 a 26 de julho, evento gratuito movimenta a cadeia produtiva do cacau e chocolate no Centro de Convenções
Publicado em 07/07/2026 09:50

Polo histórico e cultural do cacau e chocolate do Brasil, Ilhéus sedia entre os dias 23 e 26 de julho o Chocolat Bahia 2026. Em sua 17ª edição local, o evento retorna a sua cidade-sede com o legado da sua expansão após se consolidar como o maior do setor da América Latina. Com programação diversa e gratuita, o Chocolat Bahia vai reunir, no Centro de Convenções, mestres chocolateiros, fabricantes, especialistas, produtores e cooperativas da agricultura familiar e milhares de visitantes.

Serão cerca de 180 expositores das mais diversas regiões da Bahia e mais de 80 marcas nacionais e internacionais na Feira do Chocolate. Além de chocolates finos e premiados, o público vai encontrar derivados do fruto como polpa, mel, manteiga, geleia, nibs, e o cacau em pó disponíveis para degustação e comercialização.

Uma das atrações de maior destaque da programação, a Cozinha Show vai contar com chefs de cozinha e chocolatiers renomados da região e de São Paulo. Nomes como Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Déia Lopes e Franklin Maia já foram confirmados. Os pratos vão exaltar a culinária da Costa do Cacau, protagonizando o chocolate em preparos doces e salgados.

A Cozinha Kids vai formar os pequenos chefs com aulas que misturam conhecimento e diversão sob o comando da Chef Karla Leal. Já o Atelier do Chocolate volta com um novo formato, aproximando o público ainda mais da experiência. A edição vai homenagear a cantora Carmen Miranda com uma escultura feita com mais de 120Kg de chocolate. A produção do chef Léo Vilela poderá ser acompanhada em tempo real durante o evento. 

Na programação técnica, o Cacau Summit vai reunir especialistas, pesquisadores e lideranças para discutir o tema “O Futuro da Cadeia do Cacau: Inovação, Sustentabilidade e Mercado”. Já o ChocoDay vai debater sobre “O Chocolate Brasileiro que Conquista o Mundo”, destacando a projeção do país no mercado internacional. Para o público corporativo, o Chocolat Bahia vai impulsionar rodadas de negócios, encontros B2B e networking com líderes de mercado, empreendedores e investidores. 

A organização do evento prevê um recorde de público e negócios nesta edição. A expectativa é de que o fluxo no Centro de Convenções de Ilhéus supere 90 mil pessoas, gerando mais de R$25 milhões em receita durante e após o evento. O impacto na economia se estende desde a alta movimentação no trade turístico à comercialização direta ao consumidor (B2C) e transações com compradores nacionais e internacionais (B2B).

“O Chocolat Festival começou em 2009, em Ilhéus, e hoje são quase 50 edições espalhadas pelo Brasil de um evento que transformou o consumo e a produção de chocolate no país. Há alguns anos, nenhuma embalagem de chocolate nacional tinha nome cacau, o percentual do cacau ou o desenho de um cacau, portanto, o cacau era coadjuvante. Atualmente as pessoas já reconhecem o cacau como protagonista, já sabem da importância de um chocolate com alto teor de caca. Portanto, são todos esses anos promovendo a cadeia produtiva do cacau e chocolate e gerando impacto na vida de milhares de pequenos produtores, que hoje mostram para o mundo a qualidade do cacau brasileiro”, disse Marco Lessa, CEO da MVU Empreendimentos e criador do evento.

Ilhéus, Capital do Cacau e Chocolate 

O Chocolat Festival chega a marca de 49 edições no Brasil e na Europa, com 17 delas sediadas em Ilhéus, n Bahia. Foi a cidade que fundou e mais recebeu o evento desde o seu surgimento em 2009, com média de uma edição por ano. Eternizada nas obras de Jorge Amado como a terra do cacau, a “princesinha” do sul baiano foi o berço da cacauicultura nacional e levou o país ao topo do ranking de maiores produtores globais no século XX, até o início da crise da vassoura-de-bruxa, que devastou plantações e trouxe impactos ambientais e financeiros. 

Mesmo com os danos, a agricultura baiana aprendeu a lidar com a praga e Ilhéus se reinventou como polo de chocolates finos e turismo de experiência e fez do Chocolat Festival a sua principal vitrine. O projeto que iniciou com apenas 13 estandes, atualmente movimenta centenas de agentes da cadeia produtiva do cacau e chocolate, milhares de visitantes e milhões em negócios. 

“Em sua edição inaugural, o Chocolat Bahia tinha 13 estandes, sete doados e seis vazios. Mas 17 anos depois, vemos a transformação desse cenário. Ultrapassamos a marca de 1,5 milhões de visitantes, 400 marcas e mais de 300 expositores por edição, com passagens por grandes centros como São Paulo, Salvador, Belém, Brasília e Porto (PT)”, relembrou Marco Lessa.

Em julho, o Festival retorna a uma Ilhéus transformada pelo legado do próprio evento. A cidade lançou a Estrada do Chocolate, roteiro de imersão nas fazendas rurais, no cultivo pelo método cabruca (cacau cultivado sob a sombra da Mata Atlântica) e o processo de produção de chocolates bean-to-bar (da amêndoa à barra).

Ilhéus também conquistou o título de Capital Nacional da Rota do Cacau e do Chocolate através de uma lei federal sancionada em 2025, que reconhece a importância histórica do município no cultivo e consolida a região como polo de produção de chocolates finos e de origem, abandonando a dependência do sistema de commodity e exportando o seu produto final.

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Fonte:
Chocolat Festival

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