Reg.IA reúne líderes do mercado para discutir remuneração da agricultura regenerativa no Brasil
A agricultura regenerativa avança rapidamente no campo brasileiro. Após demonstrar ganhos socioambientais e produtivos no campo, o desafio passa agora pela construção de mecanismos capazes de reconhecer e remunerar esses benefícios. Embora investidores, empresas e consumidores demonstrem interesse crescente por cadeias produtivas mais sustentáveis, ainda faltam mecanismos capazes de mensurar, precificar e remunerar os serviços ambientais e os ganhos gerados pela transição regenerativa. "O avanço dessa agenda depende da capacidade de conectar desempenho socioambiental, redução de riscos e geração de valor econômico para produtores, empresas e instituições financeiras", afirma Aline Locks, cofundadora e CEO da Produzindo Certo.
Nesse contexto, o evento “Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado”, promovido pelo Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, reunirá no próximo dia 16 de julho, em São Paulo, investidores, especialistas em ESG, representantes de empresas, em finanças verdes e do agronegócio. O encontro irá abordar os caminhos para acelerar a transição regenerativa, fortalecendo a conexão entre a produção sustentável e as oportunidades de mercado.
De um lado, existe a crescente demanda de investidores, consumidores e cadeias globais por modelos de produção mais sustentáveis. Do outro, produtores rurais e empresas seguem avançando na adoção de práticas regenerativas, mas ainda enfrentam desafios para capturar economicamente os benefícios gerados. “Iniciativas como o Reg.IA ganham relevância ao criar mecanismos que conectam o desempenho socioambiental, produtividade e geração de valor”, afirma Locks.
Em seu segundo ano de operação, o consórcio já reúne mais de 40 fazendas participantes, ultrapassa 50 mil hectares regenerativos e contabiliza mais de 200 mil toneladas de soja regenerativa e 450 mil toneladas de milho verificados. O Reg.IA também expandiu a área monitorada de pouco mais de 37 mil hectares para 54.137 hectares regenerativos, registrando um crescimento de 44%. Juntas, as áreas participantes do Reg.IA também conservam mais de 60 mil hectares de vegetação nativa e vêm gerando uma base inédita de dados para mensuração de indicadores relacionados a solo, biodiversidade, emissões, produtividade e resiliência climática.
Além do avanço em área e produção, o consórcio também ampliou sua rede de parceiros. Participam atualmente do consórcio empresas e organizações como Bayer, BrasilSeg, GAPES, InPlanet, Milhão Ingredients, Mina Mercantil, Produzindo Certo e Proforest.
Através da adesão ao Reg.IA o produtor tem acesso a um conjunto de benefícios que apoiam a transição regenerativa, como desconto na contratação de seguro regenerativo, desconto em linhas do Plano Safra, desconto no pó-de-rocha e também, potencial pagamento de prêmios de soja e milho, quando há comercialização efetiva entre a empresa parceira e o produtor.
"Nos últimos anos, a agricultura regenerativa deixou de ser apenas uma agenda de boas práticas agrícolas. Hoje ela se tornou uma agenda de gestão de risco, resiliência climática e competitividade das cadeias produtivas. O desafio é construir mecanismos que permitam reconhecer e remunerar esse valor de forma transparente e escalável", afirma Aline Locks, CEO da Produzindo Certo.
Valor, métricas e mercado
A programação do evento foi estruturada para promover o debate sobre os principais gargalos para a expansão da agricultura regenerativa.
O primeiro painel, “Agricultura Regenerativa tem valor, mas ainda não tem preço: por que o mercado financeiro ainda tem dificuldades em precificar a transição regenerativa”, será conduzido por Daniela Mariuzzo, especialista em finanças sustentáveis e agronegócio.
Na sequência, João Shimada, head de agricultura regenerativa da Produzindo Certo, apresentará o painel “Como o Consórcio Reg.IA está mensurando o que antes era intangível”, mostrando como o projeto vem construindo metodologias capazes de quantificar impactos ambientais, sociais e produtivos.
O evento foi concebido para aproximar diferentes elos da cadeia de uma discussão cada vez mais estratégica para o futuro do agro. “A agricultura regenerativa precisa avançar da lógica de projeto para a lógica de mercado, criando mecanismos capazes de sustentar sua expansão em larga escala", afirma Aline Locks.
Serviço
Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado
Data: 16 de julho de 2026
Local: Escritório BrasilSeg/São Paulo (SP) - Sala Benedito
Programação
9h00 – Credenciamento
9h30 – Abertura
9h40 – Agricultura Regenerativa tem valor, mas ainda não tem preço: por que o mercado financeiro ainda tem dificuldades em precificar a transição regenerativa
Com Daniela Mariuzzo, especialista em finanças sustentáveis e agronegócio
10h20 – Como o Consórcio Reg.IA está mensurando o que antes era intangível
Com João Shimada, head de agricultura regenerativa
11h00 – Encerramento
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