Chegada do inverno reforça o papel do clima e da inovação na produtividade do campo brasileiro
Enquanto no hemisfério norte o inverno costuma representar uma redução significativa da atividade agrícola, o Brasil transformou esse período em mais uma estação produtiva. Graças ao desenvolvimento da agricultura tropical, ao conhecimento acumulado sobre diferentes condições climáticas e à adoção de tecnologias adaptadas à realidade brasileira, o país mantém sistemas produtivos ativos durante todo o ano. Além de cultivar milhões de hectares de milho e algodão após a colheita da soja, o Brasil também consolidou a produção de culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada, demonstrando sua aptidão para produzir em diferentes condições climáticas e épocas do ano. É essa característica singular da agricultura brasileira que a CropLife Brasil destaca na campanha “O que é que só o Brasil tem?”, que busca qualificar o debate público sobre a regulação do setor.
A agricultura tropical brasileira desenvolveu, ao longo de décadas, soluções únicas em manejo, inovação e tecnologia para lidar com os diferentes desafios do período de inverno. Enquanto em algumas regiões os produtores enfrentam geadas, oscilações de temperatura e condições que podem favorecer a ocorrência de doenças em determinadas culturas, em outras o principal desafio é a escassez de chuvas. A combinação de conhecimento técnico, sistemas como plantio direto e rotação de culturas, além do uso de cultivares adaptadas, bioinsumos e outras tecnologias desenvolvidas para as condições tropicais, contribui para a saúde do solo, o desenvolvimento das raízes e a resiliência das plantas, permitindo manter áreas produtivas e sistemas agrícolas ativos ao longo de praticamente todo o ano.A Croplife Brasil, em parceria com a Nexus, realizou uma pesquisa inédita que revela o conhecimento sobre a Agricultura Tropical por parte dos formadores de opinião do país (poder executivo, Congresso Nacional, empresários do agronegócio e jornalistas). Segundo o levantamento, o clima e a tecnologia são os pilares da competitividade brasileira no setor. Ao serem questionados sobre quais são os dois diferenciais da agricultura do país, 17% dos entrevistados responderam ser o clima favorável, e outros 12% disseram ser a inovação.
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“O Brasil mantém sistemas produtivos ativos mesmo durante o inverno, utilizando tecnologias adaptadas às diferentes condições climáticas do país. É preciso defender nossa autonomia regulatória e um ambiente de investimento em inovação constante. Isso não significa flexibilizar regras ou critérios ambientais e sanitários, mas garantir uma regulação que faça sentido à realidade brasileira que não pode ser limitada por diretrizes de países onde o clima exige que o campo faça uma pausa por meses”, afirma Ana Repezza, presidente da Croplife Brasil.
A pesquisa foi realizada para agregar informações a esta pauta e trazer para o centro das discussões o porquê do modelo produtivo brasileiro precisar de diretrizes únicas, assim como sua agricultura. A iniciativa conta com ações de comunicação digital e um hub de conteúdo com dados, estudos, pesquisas e materiais explicativos sobre o setor, além de análises e conteúdos explicativos que ajudem a compreender como o país desenvolveu soluções produtivas próprias para o clima tropical.
A campanha pode ser vista nas redes sociais, por meio dos perfis @agriculturatropicalbr (Instagram) e @agricultura-tropical-br (LinkedIn), e pelo site www.agriculturatropical.org.br.
Mais sobre a pesquisa
A pesquisa de opinião foi realizada pela Nexus a pedido da CropLife Brasil para mapear e entender as percepções dos públicos estratégicos em relação à agricultura tropical no Brasil. O estudo foi realizado com seis perfis de público: Deputados Federais (85), Poder Executivo (Mapa, Anvisa, MMA, MDIC, INPI e Embrapa) (40), jornalistas (30), assessores legislativos (30), empresas do agronegócio (30) e Senadores (15). Para a consolidação dos dados globais, foi aplicada uma técnica de ponderação estatística para equalizar a representatividade dos cinco macro públicos. Esse procedimento garante que todos os perfis tenham o mesmo peso na nota final, eliminando distorções causadas pela variação no volume de respostas de cada grupo.
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