FMI diz que diálogo construtivo entre EUA e China e redução das tensões são positivos para economia mundial
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O Fundo Monetário Internacional disse nesta quinta-feira que recebe com satisfação o diálogo inicial positivo entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, acrescentando que a redução da tensão e da incerteza entre as duas maiores economias do mundo é positivo para o mundo.
"É muito importante, é claro, que as duas maiores economias do mundo estejam dialogando no mais alto nível", disse a porta-voz do FMI, Julie Kozack, em uma coletiva de imprensa, quando questionada sobre os resultados iniciais da cúpula entre Trump e Xi em Pequim.
"Certamente recebemos com satisfação o fato de haver um diálogo construtivo entre os dois países. Qualquer coisa que ajude a reduzir as tensões comerciais e a incerteza é bom para essas duas grandes economias e, é claro, também é bom para a economia global", acrescentou Kozack.
Ela disse que, devido às pressões da guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, que mantém os preços do petróleo acima de US$100 por barril, a economia global está claramente se movendo para o meio dos três cenários econômicos que o FMI delineou em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial de abril.
No "cenário adverso" intermediário do FMI, o crescimento real do PIB global cairia para 2,5% este ano, em comparação com 3,1% na "previsão de referência" mais benigna, que pressupõe um fim rápido para o conflito, e com um crescimento de 3,4% para 2025.
O cenário adverso pressupõe um petróleo de US$100 por barril durante todo o ano, mas também um aperto nas condições financeiras e o aumento das expectativas de inflação.
Kozack disse que, embora os preços mais altos da energia tenham elevado as expectativas de aumento de preços no curto prazo, o FMI considera que as expectativas inflacionárias de médio prazo permanecem bem ancoradas. E as condições financeiras na economia global permanecem "expansionistas", disse ela.
O FMI continua a discutir uma possível assistência financeira para os países membros que estão enfrentando dificuldades com o aumento dos custos de energia e de commodities devido ao conflito no Oriente Médio. Mas ela não forneceu nenhum detalhe sobre países específicos, nem comentou sobre uma reportagem da Reuters de que o Iraque teria buscado assistência financeira.
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