Petróleo volta a subir com insegurança sobre acordo Irã x EUA; soja ameniza perdas em Chicago
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E os mercados viraram novamente! Os EUA ainda aguardam uma resposta do Irã sobre o acordo proposto e também sobre o futuro do Estreito de Ormuz, trazendo insegurança e incerteza, novamente, levando o petróleo a subir novamente. Perto de 14h10 (horário de Brasília), as cotações do WTI subiam perto de 0,9% para voltar aos US$ 95,87 por barril. Já o brent ainda cedia e valia US$ 100,98.
Os índices acionários norte-americanos, que mais cedo subiam, voltavam a cair diante da incerteza sobre as últimas informações e, principalmente, do avanço efetivo das negociações entre os dois países. Enquanto isso, o Irã, segundo notícia da CNN Internacional, tenta "orçar os transportadores a cumprirem um novo protocolo para transitar pelo Estreito de Ormuz – ou correm o risco de serem atacados".
Segundo acreditam analistas e especialistas, as imposições iranianas são os sinais claros que de que o Irã quer, de fato, assumir o controle total do estreito, e disso não deverá abrir mão facilmente nas próximas conversas. Ao mesmo tempo, notícias dão conta de que as tensões entre Israel e o Líbano continuam se escalando, deixando também os mercados nervosos.
COMMODITIES AGRÍCOLAS SEGUEM RECUANDO
E apesar de todo este cenário, as commodities agrícolas seguem recuando, porém, algumas amenizando suas perdas, como é o caso dos grãos negociados na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, que chegaram a perder quase 1%, por volta de 14h30 (Brasília), recuavam pouco mais de 0,2% e o julho valia US$ 11,91 por bushel. Ao longo do dia, a soja testou suas mínimas em mais de um mês.
No complexo, o óleo que chegou a perder quase 3%, recuava pouco mais de 0,6% na tarde desta quinta-feira, enquanto o farelo ainda mantinha-se em campo positivo.
Os futuros do milho e do trigo também seguiam operando no vermelho, com baixas de, respectivamente, 0,5% e 1%, sendo cotados a US$ 4,65 e US$ 6,09 por bushel.
O dólar ainda subia, mas seguia muito próximo da estabilidade, cotado a R$ 4,93.
Na Bolsa de Nova Iorque, as perdas também continuavam, lideradas pelo café, que recuava mais de 4% na tarde desta quinta-feira. No algodão e no açúcar, a queda é de mais de 1%.
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