Sorgo ganha força na segunda safra e amplia oportunidades de rentabilidade no campo
O sorgo vem conquistando espaço nas propriedades brasileiras e se consolidando como uma alternativa estratégica para a segunda safra. A cultura tem atraído a atenção de produtores, especialmente em regiões próximas às usinas de etanol e indústrias de ração, que utilizam o grão tanto para biocombustível quanto para alimentação animal.
Além da versatilidade de uso, o sorgo se destaca por sua resiliência em condições de menor disponibilidade hídrica, o que o torna ideal para áreas com restrição de chuvas. Mesmo gerando menor volume de palhada em comparação a outras culturas, contribui para a formação de matéria orgânica e manutenção da fertilidade do solo — aspectos relevantes para a sustentabilidade da área.
“A produtividade do sorgo tem apresentado uma evolução expressiva. Se antes a média era de cerca de 50 sacas por hectare, hoje já encontramos produtores colhendo entre 80 e 90 sacas, reflexo direto do manejo adequado e do uso de tecnologias que otimizam a nutrição e a eficiência dos fertilizantes”, explica Sabrina Coneglian, gerente de Desenvolvimento de Mercado Nacional da Mosaic.
Nutrição inteligente e manejo eficiente
Com o aumento do interesse pela cultura nas últimas safras, a Mosaic vem intensificando sua atuação junto aos produtores que investem em sorgo. A companhia oferece fertilizantes de alta eficiência que combinam múltiplos nutrientes em um único grânulo, promovendo nutrição equilibrada, melhor aproveitamento operacional e redução de custos logísticos.
Entre as recomendações da Mosaic está a formulação 30-20-20, que combina nitrogênio, fósforo e potássio, podendo ser utilizada como cobertura para potencializar o desenvolvimento da planta e a resposta produtiva. Essas soluções ajudam o produtor a produzir mais em menor área, com ganhos em produtividade e uma pegada ambiental positiva.
Além disso, tecnologias como MicroEssentials e Aspire têm se destacado no manejo nutricional da segunda safra. O primeiro combina nitrogênio, fósforo e duas fontes de enxofre no mesmo grânulo, promovendo maior eficiência na absorção de nutrientes e melhor desenvolvimento radicular. Já Aspire oferece potássio e boro com liberação gradual e equilibrada, essenciais para o enchimento de grãos e a sanidade da planta. “Nossa equipe técnica acompanha o produtor do planejamento à colheita, orientando sobre o melhor momento de aplicação e o uso racional de insumos. Essa proximidade é fundamental para transformar tecnologia em resultado no campo”, reforça Sabrina.
Sobre a cultura do sorgo no Brasil
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). o sorgo tem se destacado como uma cultura estratégica na segunda safra de Mato Grosso do Sul, especialmente em regiões com menor disponibilidade hídrica. Segundo o levantamento da Conab para a safra 2025/26, a área plantada com sorgo no estado cresceu 16,4%, passando de 137,8 mil para 160,4 mil hectares. Apesar da leve queda na produtividade média — de 4.097 kg/ha para 3.894 kg/ha — a produção total aumentou 10,6%, alcançando 624,6 mil toneladas. Esse desempenho positivo reflete o interesse crescente dos produtores por alternativas mais resilientes e versáteis, com uso tanto na alimentação animal quanto na produção de etanol. A expansão da cultura também está ligada à busca por maior rentabilidade e à adaptação às condições climáticas da safrinha. Com apoio técnico e soluções nutricionais adequadas, o sorgo se consolida como uma opção viável e sustentável para o campo.
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