Taxas globais de declínio dos campos de petróleo e gás estão aumentando, diz IEA
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Por Seher Dareen
LONDRES (Reuters) - A taxa natural de declínio da produção dos campos de petróleo e gás do mundo está se acelerando, devido à maior dependência de recursos de xisto e das profundezas da costa, informou a Agência Internacional de Energia nesta terça-feira. Isso significa que as empresas precisarão acelerar o ritmo dos investimentos apenas para manter a produção estável.
O relatório da AIE, que assessora os países industrializados, adverte que, sem investimentos contínuos nos campos existentes, o mundo perderá o equivalente à produção de petróleo combinada do Brasil e da Noruega a cada ano, com implicações para os mercados e a segurança energética, informou a agência em um comunicado.
"Apenas uma pequena parte do investimento em petróleo e gás 'upstream' é usada para atender aos aumentos na demanda, enquanto quase 90% do investimento 'upstream' anual é dedicado a compensar as perdas de fornecimento nos campos existentes", disse o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, no comunicado.
"As taxas de declínio são o elefante na sala para qualquer discussão sobre as necessidades de investimento em petróleo e gás, e nossa nova análise mostra que elas se aceleraram nos últimos anos."
A AIE está sendo criticada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma mudança nos últimos anos para se concentrar na política de energia limpa. Há quatro anos, um relatório da AIE afirmou que não deveria haver nenhum investimento em novos projetos de petróleo, gás e carvão se o mundo estivesse levando a sério o cumprimento das metas climáticas.
Com base em dados de produção de cerca de 15.000 campos de petróleo e gás em todo o mundo, o novo relatório da AIE afirmou que as taxas médias globais de declínio anual pós-pico são de 5,6% para a produção de petróleo convencional e de 6,8% para o gás natural convencional.
A interrupção dos investimentos no setor de "upstream" reduzirá o fornecimento de petróleo em 5,5 milhões de barris por dia a cada ano, segundo a AIE. A cifra de 5,5 milhões de bpd é aproximadamente igual à produção do Brasil e da Noruega juntos.
O declínio do gás natural aumentou de 180 bilhões de metros cúbicos (bmc) para 270 bmc por ano, segundo a AIE.
A partir de 2024, cerca de 80% da produção global de petróleo e 90% da produção de gás natural vêm de campos que ultrapassaram seu pico de produção, segundo o relatório.
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