Kremlin diz que sanções nunca forçarão Rússia a mudar de rumo
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Por Guy Faulconbridge e Anastasia Teterevleva
MOSCOU (Reuters) - O Kremlin disse nesta segunda-feira que nenhuma sanção forçará a Rússia a mudar de rumo na guerra da Ucrânia, horas depois que os Estados Unidos e a União Europeia indicaram que estavam considerando restrições econômicas adicionais.
O Ocidente impôs dezenas de milhares de sanções à Rússia por causa de sua guerra de 3 anos e meio na Ucrânia e sua anexação da Crimeia em 2014, em uma tentativa de prejudicar a economia russa de US$2,2 trilhões e minar o apoio ao presidente Vladimir Putin.
Putin diz que a economia russa, que cresceu mais rápido do que a dos países do G7 e desafiou as previsões ocidentais de um colapso, principalmente graças aos gastos com o esforço de guerra, tem resistido bem. Ele ordenou que empresas e autoridades desafiassem as sanções de todas as formas possíveis.
"Nenhuma sanção será capaz de forçar a Federação Russa a mudar a posição consistente sobre a qual nosso presidente tem falado repetidamente", disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov ao repórter do Kremlin Alexander Yunashev.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo que estava pronto para passar para uma segunda fase de sanções à Rússia, o mais próximo que chegou de sugerir que reforçará as sanções contra Moscou ou contra aqueles que compram seu petróleo.
O presidente do Conselho da UE, António Costa, disse que as novas sanções da União Europeia estavam sendo coordenadas de perto com os EUA.
A Rússia controla um quinto da Ucrânia e lançou seu maior ataque aéreo da guerra no fim de semana, incendiando o principal prédio do governo em Kiev e matando pelo menos quatro pessoas, segundo autoridades ucranianas.
Moscou disse que usou aeronaves, drones, mísseis e artilharia para atacar fábricas de armamentos, campos de aviação, arsenais e infraestrutura de transporte usados pelo Exército.
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