BRF espera que China e UE retomem importações de carne de frango do Brasil
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Por Ana Mano
SÃO PAULO (Reuters) - China e União Europeia retomarão a compra de produtos de frango do Brasil "em questão de dias ou semanas", uma vez que as autoridades locais controlaram um surto de gripe aviária que desencadeou proibições comerciais no segundo trimestre, afirmou a processadora de alimentos BRF nesta sexta-feira.
O primeiro caso de gripe aviária no Brasil em uma granja comercial em maio passado provocou uma série de restrições comerciais, que foram gradualmente suspensas pelos importadores à medida que o maior exportador de carne de frango do mundo controlava o surto.
O governo declarou o Brasil livre da doença altamente contagiosa em junho.
Em uma teleconferência sobre os resultados trimestrais da BRF, a administração da companhia disse que os estoques aumentaram acima dos níveis desejáveis devido às restrições à exportação, uma situação que a BRF pretende resolver no curto prazo.
"Quando esses dois mercados forem reabertos, voltaremos aos níveis de estoque mais próximos de zero", disse o CEO da BRF, Miguel Gularte, a um analista durante a teleconferência. "É nossa filosofia não manter estoques sem vendas."
A BRF descreveu a China e a Europa como mercados "extremamente importantes".
Na quinta-feira, a administração havia saudado a decisão da Arábia Saudita e do Chile de retomarem as compras, citando divulgações oficiais do governo.
A BRF disse que redirecionou alguns cortes de frango normalmente vendidos para a China para outros mercados. As exportações de produtos de aves da empresa caíram 5% no último trimestre, em comparação com uma queda geral de 15% nas exportações brasileiras.
O Goldman Sachs disse que os resultados da BRF foram surpreendentemente positivos, dado o cenário desafiador.
As ações da empresa subiram quase 4% por volta das 13h.
A Genial Investimentos escreveu que, apesar dos efeitos da gripe aviária, as margens da BRF e os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), "superaram as expectativas".
Executivos da companhia afirmaram também que os preços mais baixos dos grãos, especialmente do milho, reduzirão os custos de produção e ampliarão as margens durante o terceiro e quarto trimestres.
(Reportagem de Ana Mano)
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