Secretário da Fazenda diz que Plano Safra terá volume recorde e taxação de títulos incentivados não gera prejuízos
![]()
(Reuters) - O Plano Safra de 2025/2026 será robusto e não terá prejuízos com a nova tributação de 5% sobre títulos cujas captações são direcionadas ao setor do agronegócio, que passará a valer a partir do próximo ano, disse nesta quarta-feira o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Em entrevista à CNN, Durigan afirmou que os títulos antes isentos do imposto de renda -- que incluem LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) e CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) -- estão sendo mantidos como incentivados, uma vez que a taxação será mais baixa do que a incidente sobre as demais aplicações financeiras, e que a nova tributação não prejudicará o direcionamento dos recursos.
"O Plano Safra de 2025 e 2026 vai seguir crescendo, batendo seus recordes, sem ter prejuízo para o setor do agro... É um plano robusto que não tem nenhum tipo de prejuízo com medidas como essa”, afirmou.
Segundo ele, o fim da isenção desses títulos será sentido por instituições financeiras e investidores, que se apropriavam do benefício fiscal, segundo ele, não havendo nenhuma alteração no direcionamento dos recursos ao agronegócio.
O governo editou em maio um decreto com uma série de elevações de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas, diante de reação negativa, recalibrou parte do texto e apresentou uma medida provisória com outras elevações tributárias, incluindo a taxação dos títulos incentivados, e algumas ações de controle de gastos. A nova medida também tem gerado resistência.
Durigan disse que o governo recalibrou o decreto que trata da cobrança do IOF como um todo, mantendo o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
Em meio à resistência do Congresso em relação às medidas arrecadatórias do governo, o secretário afirmou que a economia brasileira está em bom momento e a inflação está caindo, destacando que a continuidade desses movimentos depende de ações de responsabilidade fiscal.
Ele argumentou que a prioridade da Fazenda não é aumentar a arrecadação tributária, mas zerar o déficit das contas públicas, defendendo que são legítimas as cobranças por revisão de gastos do governo,
Na entrevista, Durigan disse que o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência, tem registrado crescimento muito acentuado, algo que precisa ser controlado.
Segundo o secretário, de 25% a 30% das concessões do BPC são feitas pela via judicial. Ele afirmou que a Advocacia Geral da União está em contato com o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça para que fique definida uma padronização mínima para a liberação desses benefícios.
"Critérios como indicar qual a capacidade, a renda per capita, que são critérios definidos pela lei, e não ter simplesmente concessões abrangentes", disse.
(Reportagem de Fernando Cardoso e Bernardo Caram, reportagem adicional de Camila Moreira)
0 comentário
Plataforma da ESALQ disponibiliza documentos históricos da instituição e da educação agronômica no país
Bioestimulante à base da alga Ascophyllum nodosum é inovação para uma agricultura mais sustentável
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,909 bi em junho, diz BC
FMI diz que espera dialogar sobre mudanças promovidas por bancos centrais às orientações futuras
UE planeja reduções mais graduais de CO2, com mais licenças gratuitas para indústria em reforma do mercado de carbono
Trump diz que EUA provavelmente vão atacar Irã de novo na noite desta 4ª-feira