Incaper e UFRRJ implantam unidade demonstrativa de cana-de-açúcar para alimentação de bovinos
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), implantou uma unidade demonstrativa (UD) de cana-de-açúcar voltada à alimentação de bovinos na Fazenda Experimental Bananal do Norte (FEBN), em Cachoeiro de Itapemirim. O objetivo é apresentar aos produtores do Espírito Santo uma alternativa eficiente e de baixo custo para a nutrição dos rebanhos em períodos de escassez de forragem.
Conhecida por sua rusticidade e boa adaptação a ambientes com déficit hídrico, a cana-de-açúcar tem manejo simples e pode ser uma opção estratégica de volumoso para épocas secas. “O período de colheita da cana coincide com a menor disponibilidade de forragem, o que a torna uma excelente alternativa alimentar para o rebanho”, destaca o extensionista do Incaper, Renan Fonseca.
Na unidade demonstrativa foram implantadas as variedades RB 108519 e RB 128536, desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA) da UFRRJ, integrante da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA). “Essas cultivares foram selecionadas por seu bom desempenho em regiões com solos fracos e chuvas irregulares, características comuns no Espírito Santo”, explica o coordenador do PMGCA, Josil de Barros Carneiro Júnior.
A variedade RB 108519 se destaca pelo crescimento rápido, elevada produtividade, porte ereto, boa brotação de soqueira, despalha natural eficiente, colheita tardia e alto teor de açúcar. Já a RB 128536 apresenta alta produção, rusticidade, ótima socaria e colmos pesados, sendo também indicada para colheita tardia.
Na unidade, os produtores recebem instruções para o cultivo da cana - incluindo preparo do solo, plantio, adubação e colheita - e sobre a ultilização adequada na alimentação dos bovinos.
Segundo o pesquisador do Incaper, Ismael Nacarati, a cana-de-açúcar, quando misturada com ureia, forma uma suplementação econômica e eficiente para ruminantes. “A cana é rica em sacarose, fonte de energia de rápida fermentação ruminal, enquanto a ureia fornece nitrogênio não proteico. Essa combinação favorece a atividade dos microrganismos do rúmen e a produção de proteína microbiana, essencial para a produção de carne e leite”, informa.
Distribuição de mudas
Além da difusão do uso da cana como alternativa alimentar, a unidade também tem como objetivo a distribuição de mudas das variedades implantadas. A proposta é que os produtores iniciem viveiros em suas próprias propriedades e, assim, expandam o cultivo para produção de volumoso. Interessados podem agendar visitas à unidade e obter mais informações com o extensionista Renan Fonseca, pelo e-mail [email protected] ou telefone (28) 99908-2441.
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