Adidos agrícolas reforçam o papel e a importância do agro brasileiro no exterior
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No painel “Sustentabilidade e os Desafios da Geopolítica Atual” realizado durante o 3º Congresso Abramilho, em Brasília/DF, no dia 14 de maio, adidos agrícolas brasileiros que atuam nos EUA, Singapura e na União Européia falaram sobre as ações desenvolvidas no exterior, para melhorar a imagem do agro e do Brasil.
Diante das constantes instabilidades comerciais no cenário global, o agro brasileiro tem encontrado alguns desafios para se posicionar, e isso se deve as constantes desinformações que acabam gerando um impacto negativo na imagem do agronegócio do país, que está frequentemente associando a práticas prejudiciais ao meio ambiente. "Não podemos mais aceitar ataques desproporcionais da comunidade internacional”, ressaltou o adido agrícola brasileiro em Bruxelas, Glauco Bertoldo.
De acordo com Bertolo, a reputação do agro do Brasil na União Européia ainda precisa ser aprimorada. Com a aproximação da implantação da Lei Antidesmatamento, que deve entrar em vigor no final deste ano, o adido teme que as medidas que serão implantadas prejudique ainda mais a imagem das práticas agrícolas praticadas no país para o exterior. "As constantes mudanças e incertezas sobre as commodities e os ecossistemas que serão impactados diretamente pela EUDR me preocupam. Por isso, meu conselho é que o Brasil continue trabalhando nos preparativos para seguir as diretrizes da EUDR, pois temos potencial e realizamos um excelente trabalho com o agro", completou.
Para melhorar e fortalecer cada vez mais a imagem do agronegócio brasileiro para o mundo, o encarregado em Bruxelas contou que a estratégia por lá tem sido a constante participação em eventos e fóruns técnicos, "é um trabalho de base, mas estamos dissiminando os dados corretos sobre o país", explicou.
O mesmo empenho vem sendo realizado pelo adido agrícola Luiz Cláudio Caruso, em Singanpura. Ações práticas como: manutenção de mercado, diversificação e uso de investimentos do governo para o agro estão contribuindo para ampliar o potencial produtivo e a relevância do trabalho agrícola brasileiro dentro do Sudoeste Asiático. “Nos últimos anos, tem aumentado o número de empresas e entidades setoriais com escritórios em Singapura. Com isso, é mais fácil entender o público local, a cultura, a forma como as pessoas se comunicam e tudo isso pode contribuir nessa melhoria da imagem”, projetou Caruso.
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