Governo busca manter juros de um dígito no próximo Plano Safra, diz Fávaro
![]()
BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro buscará manter juros no nível de um dígito para as principais linhas do próximo Plano Safra (2025/26), que começa a vigorar em julho, mesmo diante de uma alta da taxa básica Selic, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira.
A questão gira em torno de quanto o Tesouro poderá dispor para subsidiar juros mais baixos, especialmente para agricultores pequenos e médios, em conjuntura na qual a Selic está em 14,25% ao ano, no maior patamar desde 2016.
Fávaro disse ainda, após reunião no Ministério da Fazenda, que o governo buscará mais recursos do Tesouro para manter o nível do Pronamp, destinado a agricultores médios.
Entre as alternativas para garantir crédito adequado e de custo menor em momento de alta na Selic, o ministro afirmou que o governo quer potencializar linhas de crédito dolarizadas.
"A gente quer, então, potencializar a linha dolarizada, que tem um custo zero para o Tesouro, mas que a gente consegue ficar com os níveis de juros ainda em um dígito, abaixo de 10%", afirmou a jornalistas.
Fávaro disse acreditar que os preços de alimentos no varejo brasileiro vão cair ainda mais, ao comentar o tema da inflação de produtos que afetam a popularidade do presidente Lula.
Ele reiterou que a questão da guerra tarifária "é menos relevante" para agricultores brasileiros, que são bastante competitivos, afirmando que o país deve ganhar mais espaço no mercado global.
(Por Victor Borges)
0 comentário
Tilápia/Cepea: Preços recuam; exportações são as maiores de 2026
Mosaic reduz temporariamente operações com fosfato no Brasil devido a restrições de enxofre
Plataforma da ESALQ disponibiliza documentos históricos da instituição e da educação agronômica no país
Bioestimulante à base da alga Ascophyllum nodosum é inovação para uma agricultura mais sustentável
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,909 bi em junho, diz BC
FMI diz que espera dialogar sobre mudanças promovidas por bancos centrais às orientações futuras