Câmara avança com Profert, desonerando gás natural para a produção de fertilizantes
O Projeto de Lei 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), foi aprovado nesta quarta-feira (16) pela Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados, marcando um avanço importante para a indústria agrícola nacional. De autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE) e relatoria do deputado Júnior Ferrari (PSD-PA), ambos integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o projeto visa reduzir o custo de produção de fertilizantes no Brasil, cuja principal matéria-prima é o gás natural.
Dentre os benefícios previstos, o texto propõe zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o gás natural efetivamente entregue ao fabricante de fertilizantes, em contratos firmes de fornecimento. Ou seja, aqueles contratos com cláusulas take-or-pay (compromissos de retirada mínima) e ship-or-pay (pagamento pela capacidade contratada, independentemente do volume efetivamente movimentado), nos termos do projeto de lei.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes utilizados no setor agropecuário, o que gera preocupações sobre a segurança e a estabilidade da disponibilidade desses insumos, especialmente em momentos de crise internacional, como o conflito armado entre Rússia e Ucrânia, que afetou significativamente o mercado global de fertilizantes. Segundo o relator da proposta, o país precisa ser independente no que diz respeito aos fertilizantes. “Temos a matéria-prima, o gás natural, e todos os componentes necessários para que o Brasil possa ser autossuficiente”, reforçou o deputado Júnior Ferrari.
Em seu voto, Ferrari destacou que o parecer foi elaborado em parceria com a FPA, sob a liderança do deputado Pedro Lupion (PP-PR). Ele enfatizou que a proposta visa diminuir a dependência do Brasil em relação às importações de fertilizantes. “Precisamos assegurar a autonomia do país nesse aspecto. Este projeto é de suma importância para a economia e o desenvolvimento do Brasil”, concluiu Ferrari.
Uma estratégia para a economia nacional
Em sua justificativa, Ferrari ressaltou a importância do setor agropecuário como a principal fonte de receitas para o país, sendo um motor de geração de renda e empregos em todas as regiões do Brasil. “O agronegócio merece uma atenção especial tanto do legislador quanto do Poder Executivo, pois é essencial para a economia nacional e para a segurança alimentar do país”, enfatizou o relator. No entanto, o deputado também observou que as ações governamentais de apoio ao setor precisam ser aprimoradas, especialmente no que diz respeito à produção de fertilizantes.
O substitutivo apresentado pelo presidente da CME acatou emenda que estende ao biogás e ao biometano as subvenções econômicas e outros benefícios aplicáveis ao gás natural e previstos no programa.
Próximos passos
A proposta tramita em regime de prioridade e está sujeita à apreciação conclusiva pelas comissões. Além da CME, o projeto foi distribuído às comissões de Indústria, Comércio e Serviços, de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
0 comentário
Programa amplia prazo para renegociação de crédito rural
Consumo americano forte sustenta soja na Bolsa de Chicago junto com influência do petróleo
Mestres no Agro qualifica 300 professores de Sinop (MT) sobre práticas e desafios do agronegócio e relação entre o setor e a educação
Rumo já tem 50% da capacidade da malha norte contratada para safra de grãos no 2º semestre
Trump anuncia cessar-fogo de três dias entre Ucrânia e Rússia
Noz-pecã mira safra de até 8 mil toneladas após abertura da colheita da safra