CAE aprova PL que incentiva biocombustível em licitações públicas
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou, de forma unânime, nesta terça-feira (9), o Projeto de Lei 1086/2024, de autoria do senador Fernando Farias, que prevê preferência para veículos movidos a biocombustíveis ou hidrogênio em licitações públicas. A matéria segue agora para a Comissão de Infraestrutura em decisão terminativa. A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) acompanha de perto a tramitação do projeto, considerado mais um importante passo no incentivo à produção do etanol e à mobilidade de baixo carbono no Brasil.
“O Brasil tem inspirado nações em todo o mundo com desenvolvimento de um biocombustível sustentável e eficiente. Por meio da futura aprovação PL 1086/2024, podemos ser também exemplo de incentivo às frotas limpas na administração pública. A proposta possui conteúdo muito coerente com a realidade brasileira e com a urgente necessidade de enfrentamento da crise climática global”, destaca a diretora-executiva da UNICA, Patricia Audi.
A aprovação do PL pela CAE veio após amplo trabalho de articulação do senador Fernando Farias, junto à liderança do Governo, para evitar que o tema fosse retirado da pauta. A decisão da Comissão de Assuntos Econômicos acompanhou o relatório do senador Fernando Dueire, que recomendou a aprovação do projeto.
O PL 1086/2024 altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei 14.133, de 2021) e prevê que os processos licitatórios para compra ou locação de veículos tragam dispositivos que garantam vantagens a modelos híbridos, flex-fuel ou exclusivamente movidos a biocombustível ou hidrogênio. Além disso, também deve ser dada preferência a essas fontes de energia no abastecimento de frotas públicas. O texto estabelece uma margem de vantagem, que pode variar de 10% a 20%, a favor dos veículos que privilegiem a mobilidade de baixo carbono.
Etanol e Hidrogênio
O projeto de lei 1086/2024 é mais uma importante ferramenta de incentivo à produção do etanol no Brasil e ao setor sucroenergético, que é responsável por cerca de 2,2 milhões de empregos, entre vagas diretas e indiretas, e movimenta 2% no PIB nacional. Além disso, os senadores realizaram um ajuste redacional no projeto, para que a margem de preferência privilegie hidrogênio de baixa emissão de carbono; o texto original definia preferência para o hidrogênio verde.
0 comentário
Conexão Campo Cidade: O Brasil tem tudo para ser uma potência mundial, mas a falta de planejamento e profundidade impede o progresso
Itaú BBA reduz previsão de exportação de milho do Brasil por competição com EUA e Argentina
Exportações de etanol despencam 68% em março, enquanto açúcar VHP avança, aponta Secex
Trump diz que discutirá venda de armas para Taiwan com presidente da China
Wall St cai na abertura com alta do petróleo por impasse entre EUA e Irã
Programa amplia prazo para renegociação de crédito rural