Secretaria de Agricultura publica análise do comércio exterior do agronegócio mineiro
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) publicou, nesta quinta-feira (20/05), a 15ª edição do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais. O documento bilíngue, em inglês e português, oferece uma análise da balança comercial do agro do estado nos últimos dez anos, com foco na performance de 2023.
A publicação, disponível neste link, apresenta os principais destinos internacionais da produção mineira, rankings de estados e municípios produtores no contexto brasileiro e potenciais do setor.
“Esses números são muito importantes para o produtor rural ter em mente na gestão de seu negócio, especialmente em momentos de tomada de decisão. É parte do trabalho que a Secretaria de Agricultura vem realizando para abrir novos mercados, orientar produtores que desejam exportar e favorecer o comércio exterior”, explica o subsecretário de Política e Economia Agropecuária, Caio Coimbra.
Destaques
Além de descrever o perfil das pautas exportadoras do estado, o panorama inclui uma revisão das importações de adubos e fertilizantes, com um resumo do cenário internacional de vendedores desses insumos, da despesa pelo setor em Minas e uma lista dos países de origem. Em relação às cadeias produtivas, alguns destaques na edição são o complexo sucroalcooleiro, a carne de frango e os produtos florestais.
Em 2023, o açúcar alcançou patamares recordes com uma receita de US$ 1,8 bilhão e um volume de 4 milhões de toneladas embarcadas. Do total processado, 91% correspondem ao produto bruto e 8% ao refinado. A China foi o principal comprador internacional, com US$ 366,7 milhões, representando 19,7% dos envios.
A carne de frango in natura também chegou ao maior valor já registrado, de US$ 367 milhões, com 190 mil toneladas comercializadas pelo mundo no ano passado. O desempenho foi impulsionado pelas compras da China, do México e da Rússia.
Já a celulose superou US$ 1 bilhão faturado, com 1,6 milhão de toneladas enviadas para fora do Brasil. A demanda chinesa, associada à fabricação de artigos de higiene, foi um dos fatores responsáveis por consolidar Minas Gerais como o 4º maior estado exportador de celulose do país, com o melhor resultado desde 1997, o início da série histórica.
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