Secretaria de Agricultura busca parceria com a FAPESP para alavancar o agro paulista
Na manhã desta segunda-feira, (03/06), o secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Guilherme Piai, visitou a sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para apresentar propostas de parceria para o desenvolvimento das cadeias do agronegócio por meio da pesquisa e da inovação.
“O objetivo de unirmos a Secretaria de Agricultura, que está próxima do setor produtivo e conta com institutos de pesquisa renomados, com a FAPESP, é garantir, com mais agilidade, soluções para as demandas do nosso setor” comentou Piai.
Para o presidente da FAPESP, Prof. Marco Antonio Zago, a parceria com a Secretaria de Agricultura irá promover um maior direcionamento da pesquisa para o setor agropecuário, fundamental para a segurança alimentar e desenvolvimento social e econômico do estado.
Combate ao Greening
Entre as prioridades elencadas, o secretário deu destaque ao enfrentamento do Greening, principal ameaça da citricultura brasileira e mundial, a doença ataca todos as lavouras de cítricos, não apenas no Brasil, mas em outros 130 países. Nos EUA, já consumiu mais de US$ 2 bilhões na tentativa de ser controlada.
Representando o setor, a reunião contou com a presença do Gerente Geral do Fundecitrus, Juliano Ayres. Segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a incidência do greening cresceu 56% e passou de 24,4% em 2022, para 38,06% em média em 2023.
Bancos de germoplasma
Um banco de germoplasma é formado a partir da identificação, caracterização e preservação de células germinativas de alguns seres vivos, sejam eles animais, sejam eles vegetais. A estratégia permite conservar materiais genéticos de uma ou mais espécies exóticas ou nativas de animais,vegetais e microrganismos, sendo fundamental para a preservação ambiental e segurança alimentar.
A Secretaria de Agricultura solicitou apoio à fundação apoio no gerenciamento e preservação de seus bancos de germoplasma. Para o subsecretário de Agricultura, Orlando Melo de Castro, o trabalho em parceria com a FAPESP pode impulsionar a otimização dos bancos paulistas. “O apoio técnico e administrativo visa um incremento no aproveitamento desse material genético, otimizando a pesquisa e a inovação no Estado”.
A APTA, por meio de seus institutos, possui bancos genéticos com variedades de diversas culturas agrícolas espalhadas pelo Estado de SP, sendo referência na estratégia nacional e mundialmente.
Transição Energética
Em relação aos combustíveis renováveis, o secretário enfatizou a importância do setor sucroenergético. “Dos 10 milhões de hectares de cana-de-açúcar cultivados no Brasil, 6 milhões estão em São Paulo. Temos 180 usinas registradas no Ministério da Agricultura, sendo quase 70 delas a 20 quilômetros de gasodutos já existentes. São Paulo tem o pré-sal caipira, uma preciosidade, na produção de energia renovável e biocombustível”,
Além da importância primordial para as exportações do agro paulista, o setor posiciona São Paulo na liderança nacional da transição energética mirando a descarbonização. Isso porque os resíduos da cana-de-açúcar possuem o maior potencial de geração de biocombustíveis, como o biometano.
Segundo a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o potencial energético do biogás e do biometano no país é de mais de 100 milhões de m³ de gás por dia. Isso significa que esses biocombustíveis, caso fossem totalmente aproveitados — o que passa por desafios logísticos, de infraestrutura e de investimento — substituiriam quase 70% do diesel consumido no país e 40% da demanda brasileira de energia elétrica.
Controle biológico
Ainda, no encontro, com a presença da diretora-geral do Instituto Biológico, Ana Eugênia de Carvalho Campos, foram debatidas parcerias para controlar as pragas agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais.
As partes definiram o prazo de 30 dias para apresentação do plano de ação para as quatro pautas prioritárias.
Estiveram presentes o coordenador da APTA, Carlos Nabil, o diretor substituto do IAC, Heitor Cantarella. Pela FAPESP, Prof. Raul Machado Neto, assessor da Presidência, Prof. Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do CTA, Prof. Márcio de Castro Silva Filho, diretor científico, Douglas Zampieri, coordenador geral de Tecnologias, Parceiros e Inovação.
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