CNA participa de lançamento das Recomendações de Políticas para Rastreabilidade Digital
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta (22), do lançamento das “Recomendações de Políticas Multissetoriais para Rastreabilidade Digital na Cadeia de Alimentos”, realizado durante evento do Lab de Inovação em Rastreabilidade, em São Paulo.
O encontro foi promovido pelo Centro para a Quarta Revolução Industrial (C4IR) e Climate Ventures (CV), com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e parceria estratégia do GS1 Brasil e Parceiros Pela Amazônia (PPA).
As recomendações foram elaboradas pela CNA e seu Instituto e por diversas organizações do agro e outros setores. Além dos desafios para o avanço da rastreabilidade digital no Brasil, principalmente para os pequenos e médios produtores, o documento traz os objetivos para fortalecer a política no país.
Os objetivos são: facilitar o uso e compartilhamento de dados para ampliar projetos de rastreabilidade digital; adequar o atual ecossistema de apoio técnico para ajudar produtores a implementarem projetos de rastreabilidade digital; aprimorar instrumentos financeiros para ajudar produtores a financiarem seus projetos de rastreabilidade digital e criar tecnologias mais adequadas e acessíveis para a implementação de rastreabilidade digital.
O evento Lab de Inovação em Rastreabilidade também contou com debates sobre o tema. O coordenador de Produção Animal da CNA, João Paulo Franco, participou do painel “Tendências Globais, Ferramentas e Cadeias de Valor para alavancar a agenda de Rastreabilidade”.
Em sua palestra, João Paulo afirmou que o cumprimento das regulamentações internacionais gera uma pressão cada vez maior sobre os produtos brasileiros, especialmente na cadeia da carne, e a rastreabilidade digital é um caminho viável para responder a essas demandas.
“A rastreabilidade é garantia de qualidade porque permite aos produtores e empresas acompanharem todo o processo de produção, a partir do plantio ou criação até a distribuição, garantindo a segurança desde a origem do produto”, disse.
Segundo o coordenador, é essencial implementar medidas de segurança robustas e políticas claras de governança de dados para mitigar os riscos e garantir que o compartilhamento de dados beneficie a segurança alimentar e a transparência na cadeia de alimentos.
“Temos que lembrar que há uma exclusão digital. Pequenos produtores ou empresas com recursos limitados podem enfrentar dificuldades para adotar e se beneficiar das soluções de rastreabilidade digital, resultando em exclusão ou desigualdades na cadeia de suprimentos”, explicou o porta-voz da CNA.
Participaram do painel o gerente de Engajamento do Parceiros Pela Amazônia (PPA), Eduardo Rocha, a especialista em Sustentabilidade da GS1 Brasil, Carina Lins, o coordenador de Certificações da Imaflora, Rafael Brevigliero, e o analista de Comércio Exterior do MDIC, Antonio Juliani.
O assessor técnico de Rastreabilidade Animal e Vegetal do Instituto CNA, Luiz Felipe Ribeiro Ferreira, acompanhou as discussões.
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