São Borja realiza capacitação técnica em irrigação
A Emater/RS-Ascar realizou uma capacitação técnica em irrigação, na tarde de terça-feira (20/06). O evento ocorreu na propriedade do produtor Jesus Machado Medeiros, em Santo Inácio, interior de São Borja. Estiveram presentes 35 participantes, entre eles produtores e representantes de instituições, como Banrisul, Sicredi, Sindicato Rural e Barraca Missões.
O objetivo da iniciativa foi sensibilizar e capacitar os produtores sobre a irrigação na agropecuária como estratégia para aumentar a produção e a rentabilidade, de maneira sustentável, da propriedade agrícola. Esse procedimento preserva o meio ambiente e cria condições para a manutenção da família no campo.
No começo da tarde, o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Odacir Decol, apresentou sobre a importância e necessidade do método como tecnologia de produção, visando ao aumento na produtividade e armazenamento de água para variados usos. Além disso, destacou os aspectos técnicos relacionados ao dimensionamento e concepção de projetos, legislação ambiental e análise financeira, como custos de implantação e retorno econômico.
Após, foi demonstrado o funcionamento do sistema de irrigação instalado no local. Em uma área de três hectares, está instalado um sistema por aspersão convencional com a tubulação enterrada. O investimento de Medeiros foi em torno de R$ 60.000,00.
Segundo Decol, a técnica foi introduzida em março de 2023, com foco na irrigação de pastagem perene de verão, tifton e capim elefante BRS kurumi. O produtor já possui um hectare com capim elefante kurumi implantado. Nos dois hectares restantes da área foi implantada pastagem de milheto após a calagem. No momento, a área está com pastagem anual de azevém, e, posteriormente, será estabelecida a pastagem perene de tifton e kurumi.
A Emater/RS-Ascar orientou o produtor sobre o sistema e na elaboração dos projetos técnico e de financiamento, junto ao Banrisul. “A partir de agora, seguiremos orientando o produtor na implantação e manejo das pastagens”, afirma o extensionista.
Conforme explica Decol, os sistemas de irrigação complementam a quantidade de água em casos de chuvas mal distribuídas, ou, até mesmo, para enfrentar situações de estiagem, que podem resultar em perdas para os produtores. “A adoção do método também possibilita o aumento da quantidade de animais lotados em cada piquete. Com mais massa verde, há mais alimento disponível e, consequentemente, gera redução do intervalo de pastejo. Através disso, os animais podem retornar ao mesmo piquete em um menor número de dias”, analisa.
O extensionista diz entender que a irrigação atua como um seguro agrícola para o produtor rural. Ademais, garante estabilidade do retorno econômico proveniente da atividade agropecuária e facilita o planejamento dos investimentos a médio e em longo prazo.
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