CNA participa de ação que avalia estradas em Mato Grosso e Rondônia
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, até o próximo dia 14, do Estradeiro BR 174/364, iniciativa promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), em parceria com o Movimento Pró-Logística, para avaliar as rotas de escoamento de produção em Mato Grosso e Rondônia.
A viagem começou na terça (7), em Cuiabá. O percurso terá 3.770 quilômetros de malha rodoviária e a comitiva do Estradeiro passará por Vilhena e Porto Velho, em Rondônia, e Juína, Colniza, Aripuanã e Brasnorte, em Mato Grosso.
Além de percorrer as principais rotas de escoamento de cargas, a programação prevê visitas técnicas às Estações de Transbordo de Carga (ETCs), palestras, audiências públicas e simpósios sobre a logística regional.
Dia 1
No trecho de Cuiabá a Vilhena, foram percorridos 754 quilômetros. Segundo a assessora técnica da Comissão de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisangela Pereira Lopes, as estradas MT-010, MT-258, MT-235, BR-364 e BR-174 apresentam, na maioria da sua extensão, condições boas, com manutenção em dia, ausência de buracos e sinalização presente na maior parte do trajeto.
“Há espaço para a melhoria da sinalização vertical, com a instalação de placas, e a adequação do acostamento às normas. Em muitos trechos, esse mecanismo de segurança é inexistente”, afirmou Elisangela. Na região, relatou, há culturas como milho e algodão e também há usinas de etanol.
Na MT-235, que corta uma área indígena, a comunidade de Utiariti realiza a cobrança de pedágio. A estrada recebeu manutenção e encontra-se em bom estado.
Em Campo Novo do Parecis, as empresas de transportes (agenciadoras) estão presentes. O caminhoneiro submete-se ao preço de frete ofertado, em média, 25% menor que o pago pelo dono da carga.
Ainda no percurso, disse a assessora, há silos de grãos onde caminhões formam filas para levar milho até Porto Velho.
Dia 2
A BR-364, de Vilhena a Porto Velho, foi considerada com boa sinalização vertical e horizontal e presença de acostamento. A rodovia apresenta terceiras faixas, mas há necessidade da difusão desses mecanismos em aclives, em toda a extensão. "O objetivo é proporcionar melhor fluidez do trânsito, uma vez que a ausência resulta em filas ocasionadas pela desaceleração dos caminhões ou ultrapassagens arriscadas em veículos particulares".
Conforme Elisangela, com o início do escoamento de milho para o porto de Porto Velho observou-se a intensificação do fluxo de caminhões. No período de safra, a estimativa de circulação é de 2.000 caminhões/dia.
Um dos gargalos é a passagem nas cidades, pois diante do número de quebra-molas, a velocidade dos veículos de carga é reduzida. A solução seria a instalação de viadutos.
De acordo com a assessora da CNA, o leilão da concessão da BR-364 está previsto para outubro ou dezembro deste ano. O projeto prevê duplicação dos trechos de maior tráfego.
"Embora se observe buracos em alguns trechos, a equipe de manutenção está presente em vários quilômetros. Próximo ao porto, a estrada apresenta sinais de desgastes. A parte mais crítica encontra-se em Itapuã do Oeste, onde há pontos com ausência de asfalto", declarou ela.
Confira a programação:
Dia 7/6 – Cuiabá (MT) – Vilhena (RO)
Dia 8/6 – Vilhena (RO) – Porto Velho (RO)
Dia 9/6 – Visitas as ETCs – Estações de transbordo de cargas
Dia 10/6 – Porto Velho (RO) – Vilhena (RO)
Dia 11/6 – Vilhena (RO) – Juína e Colniza (MT)
Dia 12/6 – Colniza (MT)– Aripuanã (MT)
Dia 13/6 – Aripuanã (MT) – Brasnorte (MT)
Dia 14/6 – Brasnorte (MT) – Cuiabá (MT)
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