Lucro da Vittia sobe 23% no 1º tri a R$15,6 mi impulsionado por defensivos biológicos
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Por Nayara Figueiredo
SÃO PAULO (Reuters) – A Vittia, empresa de biotecnologia e insumos agrícolas, reportou lucro líquido de 15,58 milhões de reais para o primeiro trimestre, alta de 23% no comparativo anual, impulsionado por ganhos no segmento de defensivos biológicos, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado alcançou 26,2 milhões de reais no trimestre, avanço de 20,2% ante os três primeiros meses de 2021.
A receita líquida atingiu 156,5 milhões de reais, aumento de 30,9% no ano a ano.
“O destaque do trimestre foi um crescimento de receita bruta de 53,3% na linha de defensivos biológicos, um dos focos de investimentos e esforço comercial da empresa”, disse à Reuters o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Alexandre Del Nero Frizzo.
Segundo ele, o segmento se tornou uma opção mais atrativa no atual momento de alta de custos com os defensivos químicos importados.
“No defensivo biológico, ano passado crescemos 80%, este ano estamos com um ritmo bom, ele acaba sendo uma alternativa. Não é um produto 100% substituto, mas é aplicado combinado ao químico”, disse o executivo.
“É uma solução eficiente para controle de pragas e em termos de custo, em reais por hectare, ele tem sido mais competitivo”, acrescentou Frizzo.
Na véspera, o sindicato que representa a indústria de defensivos químicos Sindiveg disse que o setor enfrenta gargalos logísticos para importar insumos da China devido ao lockdown contra a disseminação do coronavírus, o que tem onerado toda a cadeia de agroquímicos.
Ainda de acordo com a Vittia, o segmento de biológicos, que inclui além dos defensivos os inoculantes (fertilizantes biológicos), cresceu 44,6% em receita líquida, representando 21,1% do total do primeiro trimestre, incremento de dois pontos percentuais contra o mesmo período de 2021.
Diante de incertezas para a oferta global de fertilizantes causada pela guerra na Ucrânia e os entraves logísticos para os defensivos químicos, Frizzo disse que o produtor está “com a cabeça mais aberta” para estudar alternativas, como os biológicos.
O desempenho vai em linha com as expectativas da empresa, citadas em reportagem da Reuters pouco tempo após o início da guerra.
(Por Nayara Figueiredo)
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