Sistema Faemg divulga balanço do ano e perspectivas 2022
O ano de 2021 marcou o agronegócio mineiro por adversidades, não só causadas pela pandemia de covid-19, mas, principalmente, climáticas e também internacionais. O Valor Bruto da Produção (VBP) da Agropecuária do estado refletiu as dificuldades enfrentadas. Mas também mostrou a força do produtor rural na superação dos problemas.
O Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos divulgou hoje o seu balanço do agronegócio mineiro 2021, e as perspectivas para o setor em 2022, com detalhamento de cada uma das principais cadeias produtivas. (Veja no Pdf anexo)
De acordo com os dados de janeiro a novembro calculados pela Gerência Técnica do Sistema FAEMG, o setor movimentou R$ 120,061 bilhões, com pequena retração de 0,1%. Na agricultura, seca e geada, impactaram mais fortemente, e a queda chegou a -1,4%. Já na pecuária, apesar do embargo à carne chinesa que prejudicou os resultados, ainda foi registrada alta de 2%, favorável ao balanço final. A diversidade e a riqueza do agronegócio do estado são as âncoras, que impedem retrações maiores em períodos conturbados como os atuais.
O café foi a cultura mineira mais atingida pelas intempéries climáticas de 2021. Como o ano ainda foi de bienalidade baixa, a queda foi expressiva. A colheita de 21,4 milhões de sacas representou queda de 38,1%, tendo em vista igual período do ano passado, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Também foi registrada retração de 8,1% na safra de cana. Mas florestas plantadas e a produção de carne bovina, por exemplo, cresceram, confirmando a importância da diversidade para a sustentação do agronegócio e da economia mineira.
Outra alavanca do agronegócio mineiro tem sido o comércio exterior. De janeiro a novembro, o setor exportou US$ 9,51 bilhões, com alta de 9,03% frente a 2020. A valorização das commodities impulsionou os ganhos. E a perspectiva é de que a soma dos 12 meses de 2021 seja recorde. Os produtos mineiros foram para 174 países, sendo a China o principal comprador. Dentro da pauta do agronegócio, apesar da queda, o café segue como o item de maior peso.
O Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos contribuiu de diversas formas para os resultados do agronegócio mineiro. As ações de promoção seguiram tanto nos ambientes virtuais quanto nos presenciais, a exemplo da Semana Internacional do Café (SIC) que, em sua nona edição, contou com a presença de visitantes de mais de 25 países. A defesa institucional e busca de melhores condições de produção agropecuária com sustentabilidade não pararam. O SENAR Minas incrementou suas ações de Assistência Técnica e Gerencial, e chegou a 13.850 propriedades. E capacitou mais de 150 mil pessoas em ações diversas de Formação Profissional Rural e Promoção Social.
O INAES, por sua vez, inovou ainda mais com projetos diferenciados e a promoção do AgroFuture, que promoveu a integração dos elos da cadeia produtiva do agronegócio na busca por soluções tecnológicas que possam contribuir com os ganhos do setor.
“No frigir dos ovos de 2021, o balanço do agronegócio mostra um ano difícil, mas aponta para um produtor rural mineiro com jogo de cintura para contornar os problemas. Disposição, diversidade e flexibilidade ajudaram a manter o setor como um dos maiores sustentáculos da economia mineira”, conclui o presidente do Sistema FAEMG, Antônio de Salvo.
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