Na COP, diretor-geral do Senar participa do painel ‘crescimento verde’
O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, participou do painel “Crescimento Verde” no Dia do Agro, promovido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26).
Também participaram do painel o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o diretor comercial da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), João Gilberto Bento, e o Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Fernando Camargo.
O diretor-geral do Senar falou da importância da transferência de tecnologia para impulsionar cada vez mais o crescimento verde no Brasil e citou exemplos da produção sustentável dos produtores rurais.
Um desses exemplos é o projeto ABC Cerrado que foi uma iniciativa do Senar e parceiros em que quatro mil produtores rurais puderam adotar tecnologias de baixa emissão de carbono e agregar renda ao seu negócio.
“É possível agregar renda com preservação utilizando técnicas de agricultura de baixo carbono, seja a Integração Lavoura-Pecuária Floresta (iLPF), Recuperação de pastagens ou Sistema Plantio Direto. O desafio é dar escala para isso, envolver mais produtores nessa onda de crescimento verde atendendo as demandas do mundo.”
Carrara disse ainda que o Sistema CNA/Senar é parceiro em qualquer iniciativa de baixo carbono e acrescentou que “o produtor precisa crescer também em produtividade, produção e renda”.
Celso Moretti, da Embrapa, afirmou que o agro é o motor da economia brasileira e reforçou que sem pesquisa e desenvolvimento os alimentos da cesta básica, hoje, seriam mais caros.
Ele falou sobre o Programa Nacional de Crescimento Verde, lançado pelo governo federal em outubro, que pretende neutralizar a emissão de carbono no País até 2050, além das políticas nacionais de descarbonização e sustentabilidade como o Código Florestal, o Plano ABC+, Renovabio e Pronasolos.
“O agro é descarbonizante, tem excelente agenda de bioeconomia e vai contribuir de forma significativa para esse crescimento verde até 2050.”
O diretor comercial da ABCZ, João Gilberto Bento, disse que a entidade tem investido em iniciativas para difundir as tecnologias de baixa emissão de carbono entre os associados, principalmente a iLPF devido aos benefícios da prática para o solo, alimentação animal, entre outros. “O grande desafio do Brasil é que essas tecnologias cheguem aos produtores rurais, por isso, parcerias são fundamentais.”
Na avaliação de Fernando Camargo, do Mapa, o futuro do Brasil é verde e, devido ao Programa Nacional de Crescimento Verde, “o País está no hall de nações onde existe um consenso macroeconômico que passa pela sustentabilidade e crescimento verde, como União Europeia, Estados Unidos, China. O Brasil está em boa em companhia”.
Saiba mais sobre a COP-26 na página especial que a CNA criou para o evento.
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