Defensivos agrícolas de baixo impacto têm prioridade de registro
A análise e o registro de defensivos agrícolas de baixo impacto estão sendo priorizados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Neste ano, já foram registrados 65 produtos dessa classe, que são importantes para o controle de pragas e por representarem baixo risco para a saúde humana e para o meio ambiente.
Em 2020, foi registrado um recorde de produtos de baixo impacto no Brasil, com o total de 95 biopesticidas, importantes ferramentas para tornar a agricultura brasileira ainda mais sustentável. A expectativa para este ano é ultrapassar este número.
O Mapa tem empreendido esforços para aumentar a oferta dessa classe de produtos. Entre as medidas adotadas, está o reforço das as equipes que analisam produtos fitossanitários de base biológica e a priorização dessas análises, acelerando suas aprovações. Atualmente, enquanto um agrotóxicos químico leva em média cinco anos para ser registrado, um produto de base biológica não leva mais do que um ano graças a essas priorizações. Além disso, o Mapa lançou recentemente o Programa Nacional de Bioinsumos, para incentivar a utilização de recursos biológicos na agropecuária brasileira.
Para serem registrados, os defensivos agrícolas devem ser avaliados e aprovados pelo Ministério da Agricultura quanto à eficiência agronômica, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao impacto para a saúde humana e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) quanto aos impactos ao meio ambiente.
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