Após geadas, Geosys alerta para a baixa umidade do solo nas áreas de trigo e cana-de-açúcar
Depois da forte queda da temperatura e das geadas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e parte de São Paulo, nos últimos dias de julho, a seca deverá afetar mais intensamente diversas regiões de trigo e cana-de-açúcar nos três estados. No sensoriamento remoto realizado pela Geosys Brasil, ainda não é possível mensurar o impacto do clima irregular no índice de vigor (NDVI) nestas culturas. “Vamos aguardar mais alguns dias para identificar o quanto a estiagem afetará o potencial produtivo das plantas”, diz Felippe Reis, analista de cultura da Geosys.
Segundo o modelo de previsão europeu (ECMWF), as temperaturas em agosto ainda estarão abaixo da média nos próximos dez dias, mas a intensidade do frio deve perder força. Já o modelo de previsão americano (GFS) destaca que as temperaturas ficarão acima da média em quase todo o país. Porém, os dois modelos apontam para falta de chuva em boa parte do país.
Rio Grande do Sul
Para os próximos dias de agosto, tanto o modelo europeu quanto o americano apontam para temperaturas maiores do que as registradas no fim do mês de julho. Assim, o risco de novas geadas será menor no curto prazo, mas ainda há chance de ocorrência em algumas regiões, principalmente no nordeste do estado. A baixa umidade do solo é outro fator que tem preocupado e a previsão é de que a seca continue, o que deve manter a umidade do solo em baixo patamar nas regiões de trigo.
Paraná
Após as três ondas de frio que atingiram o estado nas últimas cinco semanas, o NDVI apresentou uma dinâmica ruim, evidenciando o impacto das geadas sobre as lavouras de milho, trigo e até cana-de-açúcar. Para o curto prazo, a previsão é de que o frio perca intensidade e as temperaturas fiquem próximas à média, favorecendo as lavouras. Mas o volume de chuvas deve seguir baixo, o que deve manter a umidade do solo no menor nível em relação aos últimos anos.
São Paulo
No sudeste do estado, principalmente na região de Itapetininga, região de cultivo de trigo, o NDVI mostra uma queda mais acentuada em relação aos anos anteriores, o que evidencia os impactos das geadas das últimas semanas. Para o curto prazo, as temperaturas estão aumentando gradualmente, o que diminui o risco de novas geadas. Porém, a umidade do solo deve continuar baixa, o que pode limitar o potencial produtivo desta cultura.
Na região de Ribeirão Preto, área com produção de cana-de-açúcar, a precipitação abaixo da média nos últimos meses manteve a umidade do solo baixa, o que limitou o potencial produtivo. Além disso, o NDVI apresentou uma queda mais acentuada nas últimas semanas, em linha com as três ondas de frio registradas no período. A temperatura mínima média da região ficou abaixo dos 5°C nas três ocasiões (fim de junho, e meio e fim de julho). Vale ressaltar que, em algumas regiões (como em Barretos, por exemplo) houve temperaturas negativas. Ainda há a necessidade de esperar mais alguns dias até que os impactos das geadas sejam contabilizados.
0 comentário
Split Payment: o fim do financiamento dos tributos pelas empresas
Cecafé participa do Fórum Global da OCDE) sobre Conduta Empresarial Responsável
Regulamentação federal fortalece debates sobre pagamento por serviços ambientais no Pantanal em Mato Grosso
Governos do Paraguai e do Brasil ratificam Acordo de Livre Comércio entre MERCOSUL e EFTA
Sicredi prevê R$72,1 bilhões para Plano Safra 2026/2027
Senado debate regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e cobra segurança jurídica