Protestos de caminhoneiros seguem impactando exportações na Argentina

Os protestos de caminhoneiros na Argentina seguem nesta quarta-feira (03) nas áreas portuárias de Buenos Aires, apesar de liberação das autoridades dos bloqueios nas imeadiações de Rosario, responsável por cerca de 80% do fluxo de exportação do país, segundo a Reuters Internacional. Apesar de algumas cargas chegarem aos portos, a obstrução da entrada de caminhões pode impactar os embarques futuros.
Os caminhoneiros bloqueiam estradas na Argentina com alegação de que estão sendo impactados pela inflação no país e pedem ajustes nos impostos pagos na atividade, menores valores de pedágios e combustíveis. A categoria deve se reunir nesta quinta-feira (04) com o governo.
"Os protestos serão endurecidos. Os bloqueios de estradas vão aumentar nacionalmente", afirmou Santiago Carlucci, chefe da organização de motoristas Tuda (Transportistas Unidos de Argentina) para uma rádio argentina.
Nesta quarta-feira, cerca de 2 mil caminhões chegaram aos terminais de grãos em Rosário e na Buenos Aires, ante quase 4 mil no ano anterior, segundo tuíte da empresa Agroentregas. Alguns trabalhadores de cargas no país não trabalham com temores de serem parados em bloqueios que estão sendo feitos.
Essa é a segunda vez em dois meses que os caminhoneiros argentinos entram em greve. Além disso, no mês de dezembro, trabalhadores de processadoras da Argentina também entraram em greve por conta dos baixos salários, mas houve negociação com as empresas.
Na esteira das tensões econômicas, pandemia e greves na Argentina, o país reduziu sua participação a apenas 16% no complexo soja global, no menor índice desde 2017/18, segundo apuração do Notícias Agrícolas.
"Embora a Argentina continue a ser o principal fornecedor de farelo, com as exportações 2020/21 estimadas em 26,5 milhões de toneladas, a relativa participação do país no mercado mundial deverá passar por esse recuo pela primeira vez desde a temporada 2000/01", reportou a Bolsa de Comércio de Rosário.
Leia mais:
» Argentina reduz participação a apenas 16% no complexo soja global; menor índice desde 2017/18
Com informações da Reuters e Infocampo
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