CNA discute uso de fontes de energia alternativa na irrigação
Para discutir o uso de fontes de energia alternativa na irrigação, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu especialistas do setor energético, na quinta (1), em live transmitida pelas redes sociais.
O debate foi conduzido pela assessora técnica da Confederação, Vanessa Prezotto Silveira, e teve a participação do diretor comercial da Valmont, Rui Saturnino Ruas, e do pesquisador em energia na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Daniel Coelho.
As fontes de energia renovável têm se tornado cada vez mais uma alternativa para o produtor reduzir a tarifa da conta de luz na propriedade rural. Há diversas opções disponíveis para o produtor investir, como a solar, eólica, biomassa e biogás.
Durante a live, Vanessa afirmou que a irrigação e a energia são fundamentais para garantir a produtividade e a rentabilidade do produtor rural. “Fontes renováveis são opções interessantes para o produtor reduzir custos no seu negócio”.
Segundo o diretor Rui Saturnino Ruas, o setor agropecuário tem potencial para fazer uso de “dois andares” na propriedade: a irrigação, para aumentar a produtividade ou produzir onde chove menos, e a produção de energia, para irrigar e também mover a propriedade.
“O Brasil ainda precisa de muita energia para crescer e alimentar o mundo. A solar, por exemplo, é um investimento seguro. No setor agropecuário, já são mais de 21 mil usinas de geração distribuída de fonte solar. Para investir em fontes renováveis, o produtor deve calcular a viabilidade técnica, financeira e regulatória, além de escolher a melhor alternativa”, disse Ruas.
De acordo com o pesquisador Daniel Coelho, o Brasil está no “top 10 mundial” de áreas equipadas para a irrigação, mas só irriga 7 milhões de hectares. “Existe uma previsão de crescimento de 250 mil hectares de área irrigada por ano no Brasil, mas o nosso potencial é de chegar em 60 milhões, 70 milhões de hectares. Há muito que avançar”.
O representante da Empresa de Pesquisa Energética disse que 45% da matriz energética brasileira são compostas por renováveis, o que serve de exemplo para o resto do mundo. “De fato nós temos um cardápio para escolher, é uma vocação. E o agro é o setor com maior potencial de autoprodução de energia. Consegue facilmente produzir e suprir toda a demanda da propriedade”.
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