CNA debate ações para o produtor rural atuar na gestão de águas
A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta (06) para tratar de uma análise comparativa (benchmarking) entre as agências de água no Brasil e no exterior, principalmente sobre a questão de tarifação da Europa, onde parte do uso da água utilizada na agricultura irrigada é subsidiada pelos países do continente.
A ideia é elencar e propor ações para o sistema integrado de gestão dos recursos hídricos junto às agências brasileiras de água. “Se formos comparar o Brasil com a Europa, é necessário levar em consideração que o produtor rural brasileiro destina 20% da sua área para conservação, mas não recebe pagamento por serviço ambiental”, comentou o presidente da Comissão, Eduardo Veras.
A assessora técnica da Comissão, Vanessa Prezotto Silveira, explicou que a intenção do benchmarking é saber como essas agências trabalham com relação à segurança hídrica, engajamento das entidades, metodologia de cobrança, projetos operacionais e eficiência organizacional para o "cliente" da agropecuária, por exemplo.
“Identificamos algumas agências na Austrália, Canadá e Estados Unidos e os próximos passos serão selecionar as medidas de desempenho dessas agências e entrar em contato para obter oportunidades de melhoria; e não só no exterior, no Brasil também temos excelentes exemplos de gestão”.
Outro tema tratado na reunião foi a Reforma Tributária e os impactos para o setor agropecuário, em apresentação feita pelo coordenador do Núcleo de Assuntos Econômicos da CNA, Renato Conchon. Segundo ele, as Propostas de Emenda Constitucional (PEC) n٥ 45, da Câmara, e a PEC nº 110, do Senado, trazem impactos para o setor agropecuário brasileiro.
“Além do aumento nos custos de produção, a reforma tributária exigirá mais capital de custeio, pressionando o Plano Agrícola e Pecuário divulgado anualmente. Nós da CNA estamos trabalhando para que a proposta que for aprovada não aumente a carga tributária do setor e traga segurança jurídica para o produtor” disse.
A reunião foi promovida por videoconferência com as Federações de Agricultura e Pecuária dos estados, entidades e associações de irrigantes. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes), Júlio da Silva Rocha Júnior, também participou do debate.
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