Aprosoja/MS percorre todos municípios do Estado na busca por dados de uso e ocupação do solo
A equipe de campo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) percorreu na primeira quinzena de maio, 19.683 quilômetros, na busca de informações sobre como ocorre o uso e a ocupação do solo no Estado. Ao todo 15 profissionais estiveram envolvidos no trabalho, desde o monitoramento dos dados internos até as equipes de campo, que registraram 12.633 pontos geolocalizados, em todos municípios do Estado. Os dados contribuirão para o abastecimento do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga/MS).
O foco do monitoramento do uso e ocupação do solo sul-mato-grossense é a identificação das culturas de grande expressão por área. Entre elas foram monitoradas as extensões que correspondem à soja, milho, cana-de-açúcar, eucalipto, pastagens, áreas remanescentes, entre outros.
“Entre os dados, que agora estão em fase de tabulação, foi possível identificar as alternativas que os produtores rurais optaram nesta segunda safra. A equipe de campo sinalizou que, em algumas regiões, agricultores deram preferência por outras culturas alternativas ao milho, como o sorgo, aveia e principalmente o milheto. Isso pode ser reflexo da colheita da soja que se estendeu, inviabilizando o zoneamento para plantio do milho em determinadas propriedades, mas também pode estar ligado ao risco de geada, que a Embrapa sinalizou ainda no mês de janeiro deste ano”, aponta o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi.
Segundo o coordenador de campo da Associação, Dany Corrêa, esta foi uma primeira etapa do levantamento de uso e ocupação do solo. “Buscamos realizar uma checagem in loco, sobre qual cultura se encontra semeada naquela área”, explica. “Esse levantamento auxilia a Aprosoja/MS a conhecer um panorama geral das principais culturas produzidas em MS e áreas utilizadas, a fim de direcionar planejamentos e estratégias para futuras ações, que busquem o aumento da eficácia e da qualidade no atendimento do produtor rural e na coleta de dados, com a identificação de potencialidades do mercado agrícola no estado e por região”, afirma o coordenador ao destacar que os dados, após tratamento em conjunto com as imagens de satélite, são encaminhados ao Governo do Estado, para contribuir nas tomadas de decisões técnicas, econômicas e científicas.
Importante destacar que o levantamento foi realizado com todas as medidas de prevenção, com utilização dos equipamentos de segurança como máscaras e álcool em gel para as equipes de campo.
Nos próximos dias a mesma equipe retorna ao campo para monitorar o desenvolvimento da segunda safra de milho, que até o momento segue dentro do esperado, beneficiada pelas chuvas das últimas semanas. As últimas precipitações interromperam um período de estiagem que já chegava a 23 dias em algumas regiões. O levantamento atual estima uma área ocupada pelo milho de 1,977 milhão de hectares, o que representa uma redução de 9,02% em relação à safra passada, mas que pode ser alterada de acordo com os dados finais a serem tratados no trabalho de Uso e Ocupação.
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