Brasil anuncia acordo de cooperação técnica com Alemanha no setor agrícola
São Paulo, 18 - Brasil e Alemanha assinaram neste sábado, 18, em Berlim, um acordo de cooperação técnica no setor agrícola. O entendimento, que prevê intercâmbio de informações, visitas técnicas e publicação de material conjunto em áreas como bioeconomia e financiamento rural, terá duração de três anos, prorrogáveis.
A assinatura ocorreu durante o Fórum Global da Alimentação e da Agricultura (GFFA), que ocorreu na Alemanha, pelas ministras da agricultura brasileira, Tereza Cristina, e alemã, Julia Klckner.
Em nota, o ministério brasileiro informou que um grupo formado por representantes dos dois países e de setores do agro brasileiro e alemão vai traçar um plano de trabalho e coordenar a execução.
"O acordo prevê cooperação técnica, intercâmbio de informações (seminários, feiras, cursos), visitas técnicas e publicação de material conjunto em diversos setores da agricultura, como bioeconomia, gestão sustentável (solo e água), cadeias agroalimentares sustentáveis, financiamento rural, política agrícola e conectividade", apontou o Ministério da Agricultura.
Da Alemanha, a ministra brasileira segue para a Itália, onde terá encontro bilateral com o ministério local e, depois, para a Índia, onde deve se integrar à comitiva do presidente Jair Bolsonaro.
Visita do presidente do Brasil à Índia estará concentrada em acordos comerciais e de investimentos (por Xinhua)
Brasília, 17 jan (Xinhua) -- A visita oficial que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, realizará a Nova Déli, Índia, nos dias 24 a 27 de janeiro, deve resultar na assinatura de 10 a 12 acordos relacionados com comércio e investimentos, disse nesta sexta-feira o embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, secretário de negociações bilaterais para Ásia, Pacífico e Rússia da chancelaria brasileira.
Em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Salgado ressaltou que Brasil e Índia devem assinar acordos para facilitar o investimento mútuo e a cooperação nas áreas de segurança cibernética, bioenergia e saúde.
"O objetivo é ter esse olhar específico para a Ásia, que é de longe a região mais dinâmica do mundo e também uma região que tem 65% da população mundial. Com a Índia, ainda temos muito espaço para melhorar o comércio", explicou.
Em 2019, o Brasil exportou US$ 2,76 bilhões para a Índia, uma cifra considerada baixa pelo governo, que vê um potencial de crescimento especialmente nas áreas de alimentos e energia.
No ano passado, o país sul-americano registrou um deficit comercial de US$ 1,49 bilhão na relação com o país asiático, o que supõe uma reversão do superavit de US$ 246 milhões de 2018, segundo os dados atualizados do Ministério da Economia.
"Há muito potencial a ser explorado. Existe algo a melhorar, e isso é um dos objetivos da visita", afirmou o embaixador.
Ao menos seis ministros estão confirmados na comitiva presidencial: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Osmar Terra (Cidadania).
No dia 25 de janeiro, a programação incluirá com o presidente indiano, Ram Nath Kovind, e o primeiro-ministro Narendra Modi, bem como a ida ao Memorial de Gandhi. No dia 26, participará, como convidado, das comemorações do Dia da República, e em 27 de janeiro manterá encontros com empresários indianos.
Embora o tema esteja em estudo, o governo não deverá anunciar durante a viagem a isenção de visto para turistas indianos porque, segundo Salgado, a análise interna sobre o tema não deverá estar concluída antes da visita.
A Índia será o quinto país a receber a isenção de visto para viagens de seus cidadãos ao Brasil. No ano passado, o governo isentou de visto de entrada os turistas provenientes do Japão, Austrália, Canadá e Estados Unidos sem que a medida tivesse reciprocidade desses países com relação aos turistas brasileiros.
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