Rastreabilidade na mineração, por Eduardo Gama
Você sabe de onde vem os materiais que compõem os itens do seu cotidiano? Elementos como Cobalto e Tântalo te remetem a alguma coisa? Essas são perguntas que geralmente tem um ‘não’ como resposta e esse é um problema grave.
O desconhecimento da origem de materiais que compõem a nossa sociedade permite que situações como a exploração desumana do Cobalto no Congo, do Tântalo no Ruanda e até mesmo do Estanho no Brasil, ainda aconteçam em empresas.
Na última década, diversos países têm criado acordos e leis internacionais visando a redução de consumo de materiais provenientes de zonas de conflitos. Apesar dos esforços, ainda é muito comum que empresas comprem materiais sem saber a origem dos mesmos.
A rastreabilidade se tornou uma necessidade para que a população saiba que os produtos que consomem vieram de produtores legítimos, ou seja, que respeitam tanto as pessoas quanto o planeta.
Sendo assim, a Minery criou um ecossistema de soluções que permite que mineradores que estejam dentro das boas práticas internacionais possam vender suas produções para compradores em qualquer parte do mundo. Do outro lado, compradores poderão fazer compras com segurança e conscientes de que os commodities presentes no nosso marketplace vem de fornecedores qualificados.
E para garantir a procedência dos nossos fornecedores, criamos o Certimine, um processo de certificação pautado na realidade que funciona tanto para o pequeno garimpeiro, quanto para a grande mineradora.
Nosso processo consiste em enviar um técnico para a mineradora, para que ele possa validar pontos como: condições de trabalho, manejo ambiental, impacto nas comunidades vizinhas e vários outros aspectos da operação. Nossa certificação foi construída em cima de normas brasileiras e as principais boas práticas da mineração.
Hoje nós demos um novo passo para garantir a rastreabilidade dos fornecedores e commodities negociados dentro do nosso sistema. Anunciamos a implementação dos passaportes digitais do Minespider, criado para a rastreabilidade de matéria prima. O passaporte tem como objetivo agregar informações através da cadeia, desde certificações como o Certimine, informações, logísticas, análises e quaisquer outras informações que possam garantir a rastreabilidade do produto até o cliente final.
Em outras palavras, é como se a qualquer momento da cadeia de suprimentos, você pudesse pedir o passaporte dessa carga e saber exatamente de onde ela veio, por onde ela passou e para onde ela está indo.
Ferramentas como essa permitem que o consumidor final possa colaborar com a construção de uma cadeia de suprimentos mais sustentável.
0 comentário
O aprimoramento genético promove ganhos em produtividade e competitividade no agronegócio
Quando o sol estaciona, por Dr. Evaristo de Miranda
O Julgamento do Glifosato
Em meio à safra recorde de grãos, informação se torna ativo estratégico.
Sem propriedade intelectual não há inovação e sem inovação não há desenvolvimento
Preços Sobem, Custos Disparam e Margens do Agro Continuam Sob Pressão