Scot Consultoria: Estabilidade em São Paulo
Ao longo da primeira semana de dezembro, o mercado registrou altas de R$2,00/@ para o boi gordo e de R$1,00/@ para o “boi China”. Para a vaca e a novilha, a cotação não mudou. Essas valorizações foram fundamentadas pela boa demanda por carne bovina no mercado doméstico e pelo bom desempenho das exportações, somados a uma oferta de boiadas que tem atendido à demanda, mas sem excedentes. Contudo, hoje (5/12), os negócios começaram em ritmo mais lento, movimento comum para o dia da semana.
Frigoríficos com escalas mais alongadas ofertam valores abaixo da referência, mas a ponta vendedora se mantém firme nos preços pedidos. Com isso, os preços ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. O boi gordo está cotado em R$322,00/@, a vaca em R$302,00/@ e a novilha em R$314,00/@. O “boi China” está cotado em R$326,00/@. Ágio de R$4,00/@. As escalas de abate estão, em média, para oito dias. Todos os preços são brutos e com prazo. Para a segunda semana do mês, o viés é de preços firmes e demanda consistente.
Exportação de carne bovina in natura
Em novembro, as exportações totalizaram 318,5 mil toneladas, superando pelo terceiro mês consecutivo a marca das 300 mil toneladas. O desempenho colocou o mês como o segundo maior volume da série histórica, ultrapassando setembro e ficando atrás de outubro, com uma diferença de 2,1 mil toneladas. O volume embarcado em novembro foi 39,6% maior que o do mesmo mês de 2024. A média diária atingiu 16,7 mil toneladas e a cotação média da tonelada ficou em US$5,5 mil, 13,1% acima do vigente em novembro do ano passado.
Embora outubro permaneça como o mês com o maior volume total exportado, novembro registrou a maior média diária de embarques da história. O mês só não assumiu a liderança no acumulado porque teve três dias úteis a menos.
Esses números reforçam o bom desempenho das exportações, que não perderam ritmo ao longo de novembro. Com o fechamento do mês, 2025 é o ano de maior volume exportado em toda a série histórica.
O faturamento também é recorde desde outubro e com o desempenho previsto para dezembro, o faturamento total deve superar a marca de US$15,0 bilhões. Para dezembro, a expectativa é de que o ritmo permaneça firme, sustentado pela demanda aquecida - especialmente devido à redução das tarifas norte-americanas - e pela sazonalidade das compras dos EUA, concentradas entre o fim e o início do ano.
Soma-se a isso a demanda da China, que, embora o país mantenha investigações de salvaguarda em curso, teve o anúncio de adiamento da decisão, agora prevista para janeiro de 2026, não prejudicando o Brasil temporariamente. 5
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