Scot Consultoria: “Boi China” sem referência, para o boi comum, queda nas ofertas de compra
Eduardo Abe
Zootecnista
Scot Consultoria
Na praça pecuária paulista, nesta sexta-feira (24/2), grande parte dos frigoríficos continuam fora das compras a espera de definição do caso confirmado de “vaca louca”, se é do tipo clássica ou atípica, e como irá afetar as compras por parte da China, maior importador da carne bovina brasileira.
Com expectativa de maior oferta de carne destinada ao mercado, muitas unidades frigoríficas, principalmente as que atendem apenas ao mercado interno, optaram por reduzir a quantidade de dias de abate na próxima semana, a espera de uma definição quanto à exportação, e estão ofertando menos pela arroba do boi.
Logo, queda de R$10,00/@ de boi comum, que está cotado em R$277,00/@. Para vacas e novilhas não foram reportados preços, então a referência continua sendo os preços anteriores ao carnaval (17/2), R$261,00/@ de vaca e R$275,00/@ de novilha. Ao “boi China”, não há ofertas de compra.
Exportação de carne bovina in natura
Até a terceira semana de fevereiro, antes do caso de “vaca louca”, foram exportadas 91,8 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada, até o momento, é de 7,1 mil toneladas, recuo de 15,3% na comparação com fevereiro/22, o faturamento médio diário está em US$34,3 milhões, recuo de 26,6% na mesma comparação.
0 comentário
Queda da arroba na B3 é exagerada e preços no mercado físico apontam para outra realidade, afirma analista
Declaração de Informações Pecuárias no Tocantins é prorrogada e falta de vacina está entre os motivos
Boi barato só na Bolsa! Analista descarta queda intensa da arroba no mercado físico como aconteceu na B3
Boi/Cepea: Em abril, carcaça registra a maior média da série do Cepea
Movimento de queda da arroba deve seguir nos próximos meses, mas cenário para o segundo semestre é favorável para os preços
Pressão sobre arroba deve seguir pelos próximos 90 dias, mas segundo semestre tem fundamentos para um reversão consistente nos preços