Dólar zera perdas da manhã e fecha sessão estável no Brasil

Publicado em 09/06/2026 17:24

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 9 Jun (Reuters) - Após subir nas três sessões anteriores, o dólar operou em baixa ante o real durante boa parte da manhã desta terça-feira, mas ganhou força à tarde e encerrou a sessão próximo da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana cedesse ante outras divisas.

A guerra no Oriente Médio seguiu no foco dos investidores, e declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, pressionaram as cotações durante a tarde.

O dólar à vista fechou o dia com variação negativa de 0,05%, aos R$5,1785. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,66% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,36% na B3, aos R$5,2050.

Na segunda-feira, o dólar fechou na maior cotação desde o fim de março, no primeiro mês da guerra no Oriente Médio. Na manhã desta terça-feira, no entanto, a moeda norte-americana sustentou baixas ante boa parte das demais divisas, incluindo o real, o peso chileno e o peso mexicano.

O relativo otimismo dos mercados foi em grande parte puxado pela busca global por papéis do setor de tecnologia, que mais cedo impulsionavam as bolsas no exterior. Mas assim como o ímpeto das ações de tecnologia diminuiu, o dólar também recuperou o fôlego entre o fim da manhã e o início da tarde no Brasil.

No início da tarde, Trump afirmou nas redes sociais que o Irã derrubou um helicóptero Apache norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a madrugada. Sem dar mais detalhes, ele prometeu retaliar.

Neste cenário, após marcar a cotação mínima de R$5,1501 (-0,60%) às 9h40, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1946 (+0,26%) às 13h41, logo após as declarações de Trump. Posteriormente, a moeda voltou para perto da estabilidade no Brasil, em um dia de agenda esvaziada.

Às 17h14, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,08%, a 99,958.

(Edição de Isabel Versiani)

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Fonte:
Reuters

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